Carlos Felipe Moisés nasceu na cidade de São Paulo, em 1942, e estreou como poeta em 1960, com A poliflauta. No ano seguinte passou a colaborar no Suplemento Literário de O Estado de São Paulo, com artigos e resenhas, e em 1962 ingressou nos cursos de Letras da Universidade de São Paulo, onde realizou o mestrado e o doutora­mento (1969-1972). Tornou-se professor universitário, tendo lecionado teoria literária e literaturas de língua portuguesa na Faculdade de Filosofia de São José do Rio Preto, SP (1966-1968), na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1967-1970) e na Universidade de São Paulo (1972-1992). Passou várias temporadas em Portugal e na França, como bolseiro, e nos Estados Unidos, primeiro como poeta residente em Iowa City (1974-1975), depois como professor visitante, na Universidade da Califórnia, Berkeley (1978-1982), e na Universidade do Novo México (1986). Tem par­ticipação em várias antologias de poesia, no Brasil e no Exterior, e recebeu alguns prémios, como poeta: Governador do Estado de São Paulo (Carta de marear, 1966), Gregório de Mattos e Guerra, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Círculo imperfeito, 1978) e por duas vezes o APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte (Poemas reunidos, 1974, e Subsolo, 1989). Os seus mais recentes livros de poemas são Noite nula (2008) e Disjecta membra (2014).

Como crítico, tem-se dedicado especialmente à poesia de Portugal e do Brasil, dos séculos XIX e XX, com relevantes trabalhos sobre Antero de Quental, Cesário Verde, Fernando Pessoa, Mário Cesariny, António Maria Lisboa, José Gomes Ferreira, Vinícius de Morais, João Cabral de Melo Neto e outros poetas contemporâneos. Nessa área, os seus principais livros são Poesia e realidade (1977), Literatura, para quê? (1996), Poesia não é difícil (1996, 2ª ed. 2012), O desconcerto do mundo (2001), Poesia e utopia (2007), Tradição e ruptura (2012), Balaio: alguns poetas da geração 60 (2012) e Frente & verso (2014).

Em Portugal, publicou O poema e as máscaras: microestrutura e macroestrutura na poesia de Fernando Pessoa (Coimbra, Almedina, 1981; 2ª ed., Florianópolis, Letras Contemporâneas, 1999) e Poética da rebeldia: a trajectória militante de José Gomes Ferreira (Lisboa, Moraes Editores, 1983).  A Fernando Pessoa, dedicou ainda os livros: Mensagem: roteiro de leitura (1996), Álvaro de Campos: roteiro de leitura (1998), Fernando Pessoa: almoxarifado de mitos (2005) e Conversa com Fernando Pessoa (2007, Prémio FNLIJ, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Organizou várias edições comentadas da poesia e da prosa pessoanas, no Brasil, e dividiu com Richard Zenith a curadoria da exposição “Fernando Pessoa: plural como o universo”, no Museu da Língua Portuguesa (São Paulo, 2010-2011), no Centro Cultural dos Correios (Rio de Janeiro, 2011) e na Fundação Gulbenkian (Lisboa, 2012).

É também autor de novelas para jovens, como O livro da fortuna (1992) e A deusa da minha rua (1996). Tradutor, verteu para o português, entre outros, Tudo o que é sólido desmancha no ar, de Marshall Berman, Que é a literatura?, de Jean-Paul Sartre e O poder do mito, de Joseph Campbell, assim como vários poetas modernos e contemporâneos, de língua inglesa, francesa e espanhola, reunidos no volume Alta traição. Recentemente estreou como contista com Histórias mutiladas (2010, Prémio Governo do Estado de Minas Gerais).


Anúncios & Cartazes – Um ano depois do 25 de Abril-20%

10,00€
8,00€

comprar

Anúncios & Cartazes – Um ano depois do 25 de Abril

de Carlos Felipe Moisés

Edições recentes

Banner
Banner
Banner
Banner
Banner