Maria Natália Miranda, licenciada em Filologia Românica [pela Universidade Clássica de Lisboa. Curso do Magistério Primário (em Viseu). Curso de Ciências Pedagógicas (na Universidade Clássica de Lisboa)], com um currículo rico em obras e prémios e com uma longa experiência de escrita que se revela na sua colaboração em jornais, revistas, livros escolares e antologias, bem como em textos para a RTP e trabalhos para a Rádio Renascença, Rádio Estação Orbital e outras, e na sua docência, é reconhecidamente uma poetisa de grande qualidade. (...)
No poema “A terra de onde vim”, as imagens de uma grande beleza evocam a sua Beira Alta, de argilas sinuosas (“Terra / venho do teu regaço / de argilas sinuaosas / do teu corpo suado / transfigurado em rosas”). [in “Terra Agreste”, 2003]. Imagens que são particularizadas nos dois poemas dedicados à sua Terra Natal, “Canas de Senhorim” I e II.
“Minha Terra de feno e granito
minha aguarela branca entre montados”.

Aí se situa a autora, numa visão muito pessoal e telúrica donde emergem as raízes da História de Portugal:

“Desta terra sentada no planalto
alongo o meu olhar ao longe e ao alto
vivo lendas de moiras encantadas

E as memórias de Roma e Viriato
descem da serra prendem-se no mato
e latejam nas veias das calçadas.”
(...)
Em todos estes poemas perpassa um halo espiritual, emprestado pela voz poética de Natália Miranda que se transfigura pela beleza das palavras e pelo saber feito de experiência de escolha e de vivênci literária.

 


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Viseu - Cidade Poema

de Maria Natália Miranda

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