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| Revista Oficina de Poesia |
Uma Revista literária que tem como fim "divulgar o trabalho dos poetas do curso livre Oficina de Poesia [da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra]. Inclui textos noutras línguas, o que contribui para a divulgação de alguma da poesia mais inovadora (e menos canónica) que dificilmente tem repercussão em Portugal". |
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| Revista Oficina de Poesia nº12 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Revista
Editorial
Os poetas não têm que ser lidos, da mesma forma que as árvores não têm de ter ninguém a sentar-se-lhes à sombra, quando se trata de transformar emissões societais venenosas em qualquer coisa que seja respirável. (…) O poder político da poesia não se mede com números; ensina-nos a fazer cálculos
de forma diferente.
Charles Bernstein
ainda a imagem da árvore. oficina de poesia. ainda os ramos em constante movimento dirigido para fora. Projecto Oficina de Poesia. ainda a celebração de lugares desconhecidos. a crescer o saber. a saber crescer. a saber: Projecto Novas Poéticas de Resistência. ainda o tronco de raízes múltiplas e mais ou menos subterrâneas porque, ainda e outra vez, a responsabilidade da poesia que, pela perturbação, cria a ruptura na transformação do olhar sobre o mundo. ainda a celebração da(s) complexidade(s), raízes que tocam ramos a desafiar a ordem, a mangar… até das regras da pontuação hierarquizada e do rigor das medições e da lei da gravidade. grave! muito grave! por isso, o eterno diálogo em floresta grande, com os poetas em residência Márcio-André, Miro Villar e outros convidados. floresta grande de vozes de convidados tantos. Paulo de Tarso Porrelli. Fernando Esteves Pinto. Susana Vargas. Gabriela Rocha Martins. Pedro Afonso. Lugares novos de novos poetas nos mapas Susana Miguel. Tiago P. Carvalho.
ainda palavra feita acção. sempre a resignificação. a não resignação da linguagem. sempre poiesis. sempre processo. sempre à pequena escala, lugar da linguagem verdadeiramente emancipatória a constituir-se relação com em vez de conhecimento sobre. a saber: leituras públicas, oficinas de escrita nas escolas, acções de rua… no trânsito, em trânsito, à hora de ponta. Em movimento .
acreditamos no movimento e no erro, no coxear e no gaguejo… e cremos que há sempre maneira de um caminhar diferente a fugir de um qualquer centro (também de análise). Outra vez a imagem da árvore. revista feita árvore.
Teresa Fonseca
P.V.P.: € 7.35
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| | | | Revista Oficina de Poesia nº11 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Revista
Editorial
Apetece-me dizer que uma revista é como a poesia. Como ela transitória, constantemente renovada e em recorrente encher e esvaziar de nomes e de versos, de poemas e de poetas, e de leitores. A Oficina de Poesia pretende, mais uma vez, invocar essa visão com este seu 11.º número. E orgulha-se de trazer multidões de ideias-feitas-coisa/poema que não se acobardam perante as vicissitudes dum agreste panorama poético, mas sim, e como é doce e decoroso, fazem tudo o possível para serem “patetas felizes” porque sabem que “há qualquer coisa de libertador nisso”. E talvez dessa maneira sejamos todos capazes de retocar a poesia com uma outra luz, libertadora, e que nos ilumine o caminho para “uma forma alternativa de [não] pensar”.
Para isso continuamos a contar tanto com as epifanias como com as diatribes poéticas de escritores vindos de vários picos de Portugal, e de outros ainda que, se não portugueses|as, nos honraram por terem partilhado as suas criações connosco, ou espontaneamente, ou devido à sua participação no “Programa de Poetas em Residência” da Universidade de Coimbra que possibilita a presença, em Monsanto, de pessoas como a italiana Cristina Babino, poeta largamente premiada, e John Taggart, reputadíssimo poeta e crítico americano, numa descoberta e (com)partilha deste nosso país.
A eles juntam-se exemplos da obra espelhada de Maria Granado, assim como obras de Darrel Kastin e Rui Tinoco, entre outras|os. Mas a Oficina de Poesia sempre se [in]definiu pelo caminho da expansão da poesia a grupos que fujam aos que comummente se identificam com a poesia mais apregoada; e sempre fez tal através de apostas em jovens poetas rebentos, que cresçam no seu ambiente, como Ricardo Agnes, ou que, como que ao lado de árvores frondosas, floresçam no Curso Livre “Oficina da Poesia” ou na Opção “Poética e Escrita Criativa” (ambos leccionados por Graça Capinha) e, dessa forma, tornem manifestos os esforços rompentes duma parcela da geração nova de poetas portugueses|as. Pertencente à decidida motivação da Oficina em tratar não só a poesia mas também a poesia sobre poesia [sobre poesia/sobre po…], presente está também um ensaio poético resultante duma reflexão sobre Fedro de Platão gerada numa daquelas aulas.
Revista da Palavra e da Imagem apregoamo-nos porém, e não o descuramos. Com o advento já estabelecido da poesia visual nos media poéticos nacionais, esforçamo-
-nos sempre por trazer imagem a-verbalizada, foto-gra-fia, desenho --– neste número encabeçados pela obra da fotógrafa brasileira Sandra Cruz, que esperamos que possibilite um esvaecimento de quaisquer dicotomias de palavra-imagem que possam surgir, matando o adágio combativo de “uma imagem vale mil palavras”. Como disse Andityas Soares de Moura, poeta também brasileiro e também por nós publicado anteriormente, a respeito da obra de Sandra (num contexto bastante diferente mas de cujas palavras me aproprio por deveras aplicáveis): “Há uma certa integridade que as informa e nos incomoda. Nelas, os opostos, ainda que existam, se fundem de modo a impossibilitar uma aproximação objetiva e clara”.
Esperamos tod@s que, como de costume, por meio da colecção compilada, se consiga desvendar, pelo menos, algo de novo. Eis agora que surgem em seguida e abertos a todas as leituras
os poemas.
Miguel Monteiro de Sena
P.V.P.: € 7.35
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| | | | Revista Oficina de Poesia n.º 10 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia e imagem
Editorial
A Oficina de Poesia comemorou, no último número, 10 anos de existência. Apesar do sucesso que este número teve na comunidade de leitores, estes dez anos têm sido de silêncio, por parte dos meios literários, relativamente ao trabalho apresentado pela revista, embora nela tenham publicado grandes nomes portugueses e estrangeiros. Mesmo assim, continuamos. E retornamos agora ao nosso formato habitual, mais pequeno, mas nem por isso menos recheado. A cada número, um recomeço.
Inauguramos agora uma nova fase da Oficina de Poesia. Para além de curso livre da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, aberto a toda a comunidade, o grupo constituiu-se também como “Projecto Oficina de Poesia”, e liga-se agora ao Projecto Novas Poéticas de Resistência: o Século XXI em Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e acolhido pelo Centro de Estudos Sociais.
Esta edição da revista presenteia quem lê, por um lado, com uma presença significativa de poetas das Américas e, por outro, com um punhado de interessantes poetas portugueses cuja intensidade da prática poética se tem realizado fora dos grandes centros polarizadores. Publicamos, nesta edição, poemas inéditos do poeta brasileiro Andityas Soares de Moura, de Belo Horizonte, que é também ensaísta e tradutor. Da Costa Rica chegam-nos também inéditos em castelhano de Álvaro Mata Guillé, poeta, ensaísta, dramaturgo e director de um grupo de teatro e dança. Ainda em castelhano, poemas de Julio Espinosa Guerra, um chileno, actualmente residente em Espanha, que, para além de poesia, publicou também já um livro em prosa.
Trazemos também o norte-americano Leonard Schwartz, autor de vários livros de poemas e de uma colecção de ensaios. Aqui apresentamos poemas em versão original e na irrepreensível tradução portuguesa de Isabel Pedro dos Santos.
De Portugal, recebemos a poesia de Luís Serguilha que, para além de poeta, com vários livros publicados, é também autor de textos criativos sobre literatura contemporânea brasileira.
Contamos também neste número com a participação de Graça Magalhães e de Porfírio Al Brandão, dois poetas de Viseu. Este último já com vasta obra publicada. Destacamos ainda a participação da jovem poeta de 16 anos, Cláudia Borges – mais uma prova da aposta que a revista tem feito nas novas vozes da poesia contemporânea portuguesa. Estes três poetas pertencem ao grupo poético, de Viseu, o “Sarau dos Danados”, ao qual damos a devida relevância neste número. Este grupo pauta-se também pela organização de leituras públicas e pela intervenção na comunidade. Apresentamos ainda poemas visuais e fotografias de João Luís Pinho, Luís Costa, Maria João Baginha e Rui Silva.
A Oficina de Poesia, como é seu mote, vai adensando a sua presença na comunidade através das várias leituras públicas em que participa e da colaboração com escolas. A nossa revista não pode deixar, por isso, de reflectir esta realidade. A convite do Ateneu de Coimbra, o grupo fez uma leitura de poemas a lembrar Agostinho da Silva, que teve por base um exercício de escrita criativa a partir de poemas e textos ensaísticos deste autor. Homenageámos também o Alentejo, o poeta Mário Saa e outros poetas alentejanos, pela ocasião da I Feira do Livro Alentejana, em Aviz e a convite da Autarquia e da Fundação Paes Telles, num evento que contribuiu para uma tão necessária descentralização cultural. Participámos ainda numa homenagem a Miguel Torga, desta vez na Feira do Livro de Coimbra, por ocasião das celebrações do nascimento do autor, tendo sido criados vários poemas derivativos a partir da sua obra. Este número integra por isso algum do trabalho realizado pelos/as poetas da Oficina de Poesia no âmbito destas intervenções públicas.
Como é habitual na revista, recheamos as páginas com vários nomes já consolidados ou mesmo consagrados, de vários países, que aqui publicam ao lado de jovens poetas em início de percurso. Neste (re)começo de um novo ciclo, continuamos a acreditar na importância de dar voz ao início. Porque tudo tem de começar algures. Este número começa aqui.
aNa B
Rita Grácio
P.V.P.: € 7.35
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| | | Revista Oficina de Poesia n.ºs 8 e 9 10 ANOS |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia / imagem
NÚMERO COMEMORATIVO DOS 10 ANOS DA OFICINA DE POESIA
editorial por Graça Capinha - Directora da Revista
a sala de seminários do instituto de estudos ingleses parecia-me sempre enorme a madeira da grande mesa rectangular impondo-se ao centro deixando-nos um pequeno canto do seu castanho antigo como refúgio mesmo debaixo da janela em luz de fim de tarde. as estantes alongam-se até ao tecto sobre a mesa a luz oblíqua as vozes de pouco mais do que meia dúzia de jovens espalhando-se até ao outro lado. e eu ali desafiada respondendo fora das horas no meu espanto ao partilhado espanto pelos versos. finalmente alunos/as a pedir um pouco mais do meu saber (?) sobre a poesia. o grupo é pequeno mas há que acreditar no trabalho à pequena escala como aprendi naquele programa de poética que lá do norte americano me trouxe até aqui. disso queriam também saber mais. da escrita criativa como objecto de estudo e metodologia e de jovens poetas aprendizes vindos de toda a américa para trabalhar com velhos poetas aprendizes.
no ano seguinte com o apoio do meu grupo de estudos anglo-americanos propus-me criar o curso livre “oficina de poesia”. assim entrou a nova área nos currícula da faculdade de letras (de alguns anos a esta parte presente também nas opções “poética e escrita criativa” e “escrita criativa no ensino”). desde então a noite passou a ser o tempo do nosso encontro semanal e a pequena sala da biblioteca do centro de estudos sociais albergou dez anos e muitas dezenas de jovens poetas. e muitas leituras muitos exercícios de escrita muitas poéticas muitas discussões tremendas muitas noites que me (nos?) tiravam o sono — o maior desafio a qualquer prática pedagógica. sobrevivi. sobrevivemos. e fortes laços de respeito e amizade foram criando raiz. assumindo a sua transindividualidade poética e/ou discursiva alguns/mas poetas daquela primeira “turma” ainda hoje participam no seminário semanal. outros/as a viver longe mantêm contacto e ainda enviam material para publicação como acontece neste número especial.
uma revista. primeiro anual depois semestral. vários primeiros livros. várias participações em outras revistas e antologias de poesia nacionais e internacionais. prémios literários nacionais e internacionais. militante intervenção poética na comunidade através de leituras públicas e acções de rua. investigação através de experiências interartes (de que Belgais foi ponto alto). acções de formação para professores e alunos/as de muitas escolas do ensino básico e secundário. participação em encontros de poesia. enfim muito trabalho desenvolvido desde aquele pequeno grupo de há 10 anos na enorme sala de seminários do instituto de estudos ingleses.
porque a poesia só tem sentidos na comunidade. no meio do ruído imenso produzido pelo embate sempre violento entre os vários poderes dos vários discursos presentes na sociedade e na história. porque a poesia serve o que não é dizia Dante. só por isso nos serve. na sua radicalidade social e política lugar de procura infinita. não tendo o que dizer sempre procurando o que dizer. sempre experimental sempre um processo e nunca um produto.
dentro do cânone e sem hierarquias de qualquer cânone muitos/as poetas e outros artistas e especialistas reconhecidos/as portugueses/as e estrangeiros/as colaboraram no trabalho da “oficina de poesia” ao longo destes 10 anos. ofereceram inéditos para publicar ao lado de jovens desconhecidos/as. participaram no seminário e/ou nas leituras públicas. com toda a generosidade. porque sabem melhor do que ninguém que toda a arte se o é verdadeiramente significa dádiva generosa. muitos/as — os/as que conseguimos ainda contactar — ofereceram novo trabalho que aqui se publica. alguns/mas — sobretudo artistas visuais — publicam agora connosco pela primeira vez. em meu nome e em nome de todos os membros da “oficina de poesia” a todos/as eles/as — novos/as e reincidentes — o nosso agradecimento.
nenhum deste trabalho teria sido possível sem o apoio dos vários conselhos directivos e científicos da faculdade de letras e do centro de estudos sociais e sem o apoio da reitoria da universidade de coimbra. afinal os mais de 800 anos de história ainda são lugar de abertura intelectual e espaço para a criatividade. a todos/as os/as responsáveis pelo apoio concedido pela nossa universidade também os nossos maiores agradecimentos.
à editora palimage ao seu responsável principal também subdirector desta revista ao poeta e ficcionista ao editor ao membro da “oficina de poesia” ao Jorge Fragoso como agradecer? por todo o trabalho e sobretudo pela paciência para com os sucessivos atrasos na entrega dos materiais. os poemas bizarros a escorrer para fora do centro e das margens. os espaços tresloucados. as línguas desconhecidas. os erros de computador. a permanente limitação financeira. etc. etc. enfim como agradecer? só com muitos poemas palavras outras que nunca serão suficientes. e que coincidência tão reveladora que também a palimage esteja a cumprir 10 anos de existência. e que esta revista seja também uma celebração conjunta. além do agradecimento também os nossos parabéns.
também de forma especial agradecer ao poeta e artista plástico Filipe Cravo também ele membro da “oficina de poesia”. mais uma vez no meio dos muitos afazeres da sua ainda jovem mas promissora carreira artística encontrou algum tempo para se dedicar à produção gráfica deste número especial sendo ainda o principal responsável pela participação de muitos/as dos/as grandes artistas internacionais que nela colaboram.
quanto a vós membros da “oficina de poesia” aqueles/as a quem recuso chamar alunos/as e ex-alunos/as chamando-vos apenas poetas — os poetas desta pequena comunidade poética que juntos criámos — e mesmo sabendo que se vos ensinei alguma coisa foi sobretudo a não-comunicação das palavras obrigada pelos 10 anos de desafio intelectual obrigada pelos muitos poemas obrigada pela vossa dádiva generosa e pelo muito que convosco aprendi.
finalmente não posso deixar de agradecer ao público da poesia. àquele que nos acompanhou nestes 10 anos e que fez esgotar alguns dos números desta revista (espantosamente pois a poesia não vende dizem os livreiros). esperamos que nos possam acompanhar durante pelo menos outros 10 anos para que possamos continuar a louvar-vos como Nanni Balestrini vos louva. a vós público da poesia:
(…)
como sempre não tenho nada para lhe dizer
como sempre o público da poesia sabe isso muito bem
mas di-lo apenas de si para si e não em voz alta
não só porque é delicado solícito jovial
e no fundo também reservado optimista de bom trato
mas acima de tudo porque ama
ama de um amor profundo sincero irresistível
dum amor tenaz exclusivo dilacerante
(…)
louvado seja pois o público da poesia
louvado o seu justo nobre grande amor pela poesia
em cujo reflexo nós pálidos e humildes mensageiros
vivemos gratos e bem-dizentes
(…)
Graça Capinha
P.V.P.: € 21.00
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| | | | Revista Oficina de Poesia n.º7 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia / imagem
A revista Oficina de Poesia é uma revista da Palavra e da Imagem. Neste número, uma vez mais, a escrita poética experimenta novas linguagens. Imagens juntam--se a palavras, palavras ilustram imagens, palavras são imagens entrelaçando-se entre si numa sintaxe material e/ou visual. Direccionadas em interpretações variadas, as palavras – imagens – palavras originam essas múltiplas possibilidades na pesquisa e descoberta de outros sentidos através do discurso poético. Sempre direcções tentadas.
Como convidados apresentamos, neste número, os brasileiros Floriano Martins, poeta, tradutor e ensaísta (que se tem dedicado ao estudo da literatura hispano-
-americana, sobretudo no que diz respeito à poesia), e Lourenço Cardoso, poeta, sociólogo e activista (actualmente a estudar em Coimbra no Centro de Estudos Sociais, como bolseiro internacional do programa de bolsas da Fundação Ford); ainda os portugueses Fernando Lemos (radicado no Brasil) e Feliciano de Mira (recentemente regressado dos muitos caminhos de Paris, de Moçambique, do Brasil), já sobejamente conhecidos pelas suas poéticas que provêm da PO EX e do surrealismo, com todos os seus diálogos com outros movimentos de poesia experimental e das artes plásticas. A destacar, ainda a recensão de um convidado deste número: “A Antologia do Fim: O Século de Ouro Português” do italiano Vincenzo Russo, ensaísta, tradutor e professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Bolonha.
Uma vez mais estes nomes se juntam aos/às poetas do curso livre “Oficina de Poesia” (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), como a brasileira Martha Morais (com o seu soneto fotográfico “Acontece”), Sandra Guerreiro, Liliana Marques, Filipe Tavares e outros/as, que propõem, nas suas experiências, novos tratamentos estéticos e formais para a escrita, desconstruindo o discurso, ousando caminhos novos. Também de outros cursos de escrita criativa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, das opções “Poética e Escrita Criativa” e “Escrita Criativa no Ensino”, Olga Pascoal, a belga Lucie Lafaye, e Raquel Casqueira entre outros/as, se aventuram na procura de novas construções, apoiando-se sobretudo no poder da poesia visual.
A convite de algumas escolas, alguns e algumas poetas da “Oficina de Poesia” deslocaram-se a Lagares da Beira eTomar, dinamizando acções de formação na área da Escrita Criativa para alunos/as e professores/as, uma prática de extensão universitária já há algum tempo integrada nas nossas actividades anuais. Deste trabalho, e como já aconteceu anteriormente, apresentamos uma pequena amostra. Verifica-se que a palavra está viva e que a prática pedagógica que leva à descoberta da escrita e da poesia pode ser uma estratégia de sucesso no amadurecimento intelectual dos jovens. Também um sinal de esperança pois a nossa pequena contribuição pode lançar alicerces que os motivem a olhar o mundo de uma forma mais interventiva, o que nos estimula a prosseguir.
A convite da Reitoria da Universidade de Coimbra, a “Oficina de Poesia” participou na Semana Cultural 2006, que este ano se desenvolveu sob o tema “De Mar a Mar”. Apresentados na leitura de poemas no Teatro Académico de Gil Vicente, logo em Março, os trabalhos que aqui publicamos resultaram da reflexão a que várias das nossas sessões de seminário se dedicaram (a partir de um olhar sobre a presença deste tema em várias tradições literárias) e, sobretudo, de outras sessões em que a nossa prática poética se desdobrou pela variação, a derivação, o catch e a collage. Uma vez mais a diversidade é notória. Porque, felizmente, continuamos a não estar de acordo.
Conceição Riachos
P.V.P.: € 7.35
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| | | | Revista Oficina de Poesia n.º 6 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia, fotografia
Editorial
Em Outubro de 2005, o curso livre “Oficina de Poesia” deslocou-se à vila raiana de Idanha-a-Nova, na Beira Baixa, para realizar uma leitura de poemas no Centro Cultural Raiano. O convite da Câmara Municipal, para a realização desta actividade de extensão universitária, surgiu no âmbito das Comemorações dos 800 Anos da Carta de Doação desta vila aos Templários pelo rei
D. Sancho I (1206).
Ao longo de um ano (Janeiro de 2005 - Janeiro de 2006), a autarquia promoveu inúmeros eventos de natureza científica e artística, num exemplo raro de investimento na cultura: numa cultura que não se esgota em produções de e para uma elite, mas antes numa cultura viva, que se define como acto de participação colectivo, em que o/a artista e o/a poeta se encontram no âmbito de uma comunidade. Esta questão, menor para alguns, é contudo a questão fundamental — poética e, simultaneamente, social e política — que subjaz à própria existência da “Oficina de Poesia”. Muitas têm sido, por isso, as actividades de extensão universitária desenvolvidas ao longo de já quase 10 anos de vida: levando a poesia às escolas, às bibliotecas públicas, aos centros culturais, aos teatros, aos cafés, às ruas, etc. Porque a poesia, como toda a arte, se não estiver na comunidade, se não estiver no meio das gentes e das ruas, perde a razão da sua própria existência: perde o seu poder transformador (trans-forma-dor), o seu poder de por em movimento (verdadeiro significado do estético), de criar e partilhar novas visões do mundo que, assim, se verá renovado.
Em Idanha-a-Nova aconteceu mais um momento de partilha e de transformação: apesar do frio de uma noite de chuva e nevoeiro, o público da poesia esteve lá. E ouviu os/as poetas, também eles/elas transformados/as pela paisagem e pelas gentes que os/as receberam.
A escrita criativa surgiu com exercício de “catch” (realizado durante a Jornada científica que acontecera durante o dia, em que vários investigadores apresentaram trabalhos centrados nas questões da raia, da identidade, da fronteira e do território), seguindo-se os exercícios de variação e derivação, bem como de escrita a várias mão/vozes. Antes do jantar, houve apenas tempo para um curto ensaio de leitura, mas a apresentação pública foi, como de costume, uma surpresa. A “Oficina de Poesia” lia em português, tendo sido antecedida pelas vozes galegas dos poetas de Santiago de Compostela, Helena Villar Janeiro e Xesús Rábade Paredes. Em tradução do poeta António Salvado e lidos em português pelo tradutor e, em castelhano, pelo autor, ouviram-se também os poemas do peruano-espanhol Alfredo Pérez Alencart, a viver em Salamanca. Todos eles conhecem bem a realidade da fronteira, a realidade dos centros e das margens; todos eles conhecem a importância social e política da poesia nas suas vivências e nas suas línguas. Aqui contribuem com alguns inéditos. A seu lado, o cubano Pedro Marqués, este ano a participar semanalmente no seminário da “Oficina de Poesia”, porque, ao abrigo da Rede Internacional de Cidades-Refúgio, lhe coube partilhar o seu exílio, físico e poético, com a cidade de Coimbra. Finalmente, Christopher Sawyer-Lauçanno, também ele conhecedor do confronto entre centro e margem, um poeta norte-americano de origem catalã, biógrafo de autores entre o centro e a margem também, autores como Paul Bowles ou E. E. Cummings.
A fotógrafa brasileira Martha Morais, que também acompanha este ano a “Oficina de Poesia”, termina a nossa lista de convidados: as suas imagens de Idanha-a-Nova e do seu concelho surgem como mais um brilhante exercício de poética que, relevantemente, ilumina e se deixa iluminar pelas palavras.
O último livro do poeta brasileiro Álvaro Alves de Faria (que também participou numa das leituras de poesia em Idanha-a-Nova) é motivo para mais um pequeno texto crítico, o prefácio da edição brasileira, que aqui se publica ainda como inédito.
Esperamos que este número especial seja mais um contributo da “Oficina de Poesia” para encontrar esse lugar de centro, uma ausência entre o local e o transnacional que caracteriza, no dizer de alguns teóricos, a identidade portuguesa: para isso, estamos em crer, para ancorarmos numa posição de identidade nacional, precisamos decerto dos poetas e dos artistas, de orgãos de poder local que entendam (como, pelos vistos, a Câmara de Idanha-a-Nova quer entender) qual é o verdadeiro património que interessa legitimar — e precisamos ainda de uma ligação estreita entre esses actores e a universidade, que mais não faz do que cumprir o seu verdadeiro desígnio: ser uma univer-cidade.
Graça Capinha
P.V.P.: € 7.35
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| | | | Revista Oficina de Poesia n.º 5 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia, fotografia
Editorial
.regressa a palavra que se cria da sede //
o poema impossível sonhado na pedra //
o movimento que incorpora o incêndio na folha //
o sopro de um corpo sem rosto //
os sonhos de uma revista em lenta rotação //
como pássaros que ainda resistem //
como pedras vivas numa OFICINA de POESIA abrindo o espaço branco //
a boca incompleta do soluço //
sem pessimismo //
nem exageros no optimismo do tronco //
números e mais números em veios maduros //
num ciclo que se renova //
nem plenitude nem vazio //
entre o fogo e a água //
metáforas que reflectem sonhos outros //
outras vozes nas feridas da carne //
palavras //
golfos permanentes //
terra perfurada no dorso por //
noites e noites entre vozes //
número (5) intenso de leituras sob as margens // workshops em escolas de raízes //
alguns livros ao vento //
lembrando o linho vermelho //
sobre o granito das palavras //
sob a língua //
o puro prazer de respirar //
no anexo das vozes:
(neste número da revista Oficina de Poesia, mais uma vez a diversidade é o objectivo do material publicado. Revelam-se, mais uma vez, novos poetas do curso livre “Oficina de Poesia” e do curso de “Poética e Escrita Criativa”, dirigidos pela Doutora Graça Capinha, directora da revista. Novas vozes, novas escritas, novas reflexões, novos sentidos e sonhos, “vozes outras”, fomentando a poesia como uma experiência na criação da humanidade e da comunidade. Nessas “vozes outras”, alguns convidados, como o norte-americano Robert Creeley (recentemente desaparecido). No dizer da ensaísta norte-americana Marjorie Perloff, a par de John Ashbery, Creeley foi o maior poeta da sua geração, um poeta que esteve em Coimbra logo no Primeiro Encontro Interna-cional de Poetas, organizado pelo Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras, em 1992. Emiliana Cruz, uma das poetas saídas do curso livre “Oficina de Poesia” prepara a sua tese de mestrado sobre este grande nome da poesia mundial, tendo também como projecto em curso a tradução dos Selected Poems, publicados ainda em vida do autor. Neste número contamos com um curto texto ensaístico e algumas destas traduções inéditas que Emiliana Cruz teve oportunidade de discutir e trabalhar em conjunto com Creeley, naquele que foi o último Verão na famosa casa do lago no estado do Maine.
Em tradução minha, trago também o colombiano Harold Alvarado Tenório, hoje uma das vozes mais singulares e refinadas da poesia contemporânea Colombiana e, actualmente, director da revista de poesia Arquitrave. Temos ainda, como nossos convidados, os portugueses Nuno Miguel Proença e Porfírio Al Brandão, os brasileiros Álvaro Alves de Faria e Júlia Machado, e, na imagem, Maria João Baginha e Filipe Cravo. De regresso, também os poemas de Emiliana Cruz e de Cristina Néry, que ousa uma re-escrita de Mariana Alcoforado, num monólogo encomendado para levar à cena.
O lapidar encantatório da pedra //
ainda o poema inteiro e nu/temperado em OFICINA de POESIA no aroma do silêncio //
na utopia seca da palavra //
na saliva dos olhos //
na respiração inicial //
a poesia tomando posição //
em função do acto de abrir fendas //
mesmo se em pequena escala (Bernstein) // mastigando o enxofre dos buracos //
os frutos espargindo //
e sob o muro de bronze //
o desejo anfíbio //
“entre nós e as palavras, os emparedados //
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar” (Cesariny) //
sobre o azul do azul //
afirmo inteiro no eco //
entre nós e a poesia, o nosso dever fazer //
porque como nos ensina Duncan //
“só existe o tempo único //
só existe a promessa única //
só existe a página única // o resto fica em cinzas”
João Rasteiro
P.V.P.: € 6.30
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| | | | Revista Oficina de Poesia n.º 4 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: poesia/prosa/imagem
Este número da Revista Oficina de Poesia n.º 4 dedica uma
parte dos textos à Ciência dita pela Poesia.
A escrita resultou de um trabalho dedicado a procurar
na ciência – aparentemente dura e racional – as palavras
e os sentidos, ou a sua ausência, que levassem à
construção do poema. O efeito aí está: vários foram
os poetas que encontraram, nas múltiplas expressões
da ciência, o motivo para criar o seu dizer, a sua forma
de estar com a ciência, as mesmas palavras que fizeram
a poesia.
Publicam-se ainda outros textos de poetas portugueses e
estrangeiros: catalães, brasileiros, americanos.
Na imagem, jovens criadores portugueses que fazem,
também eles, poesia com a composiçao fotográfica.
P.V.P.: € 6.30
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| | | | Revista Oficina de Poesia nº 3 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: poesia/prosa/imagem
Mais um número da Revista Oficina de Poesia que se concretiza. Certo o tempo e preocupada com a imagem - a poesia concreta na fotografia de Angelo Mestre.
Outros convidados: Angelo Manitta, poeta italiano; do Brasil: Andytias Soares de Moura - poeta e ensaista, e Álvaro Alves de Faria, poeta e jornalista, com longa entrevista a Hilda Hilst; entre os portugueses: Fernando Aguiar com poesia visual e concreta; João Maria André, Professor de Filosofia (na Fac. de Letras da Univ. de Coimbra), poeta, actor e encenador e actualmente Director do Teatro Académico de Gil Vicente; João de Mancelos; Porfírio Al. Brandão; de língua inglesa: Michael Franco e Sarah Bridges.
Revelam-se ainda novos poetas do Curso de Poética e Escrita Criativa e da Oficina de Poesia, esta que constitui o Curso livre da Faculdade de Letras onde se reflecte e desconstrói a poesia e se procura matéria de escrita de transformar a realidade da palavra em actualização contínua, mesmo quando esta se afigura estática e vincada por tradições.
P.V.P.: € 6.30
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| | | | Revista Oficina de Poesia nº2 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: poesia e imagem
A aventura do caminho escolhido por Belgais começa no próprio caminho que nos leva até essa construção em pedra, paradoxal fortificação da fragilidade que é a arte, perfeitamente integrada na ruralidade beirã. Lembrando-me de Sena, chamei-lhe uma vez “uma pequenina luz”, uma luz na limpidez do ar daquela região, uma luz que resiste, e que insiste em permanecer viva apesar de todas as dificuldades. O espaço agreste em que se desenha e a dificuldade do trilho parecem estar lá para afirmar a própria sobrevivência – da gente e do projecto. (...) Por isso, o reconhecimento pela UNESCO foi só uma questão de justiça. Por isso, a falta de reconhecimento só pode basear-se na ignorância ou no medo da infinita possibilidade que a arte abre à existência. Disso nos fala Maria João Pires, no texto que dá início a este volume. (...)
(do editorial)
Graça Capinha
P.V.P.: € 6.30
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| | | | Revista Oficina de Poesia nº1 |
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: poesia /prosa /imagem
No momento da edição do número 1 da revista Oficina de Poesia, somos levados a olhar para o trabalho que temos vindo a desenvolver e a reconhecer que este teima, agora, em ganhar um pendor mais sério, como se nos fugisse para a frente.
(...) Há que imaginar bem os vários momentos, somente iniciados, guardados devagar, que batem em cheio, altos, breves, como se todos fossem entrando com a sabedoria de quem quer vir a si. Ou porque ressaltam meramente e nos ligam a sentidos impenetráveis. E o resto, é uma vontade enorme de ressurgir. Começa o tempo onde o poema começa.
P.V.P.: € 6.30
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Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: poesia e imagem
do Editorial
por Graça Capinha
Cerca de seis anos já passados depois daquele primeiro pequeno grupo de alunos me desafiar, parece-me quase impossível que aquelas duas horas semanais de fim do dia, em que aceitei (des)coordenar uma reflexão conjunta sobre a poesia, tenham sido capazes de produzir um Curso Livre (que se divide já em dois, Oficina de Poesia I e Oficina de Poesia II), uma cadeira de Opção (Poética e Escrita Criativa), uma revista anual de poesia, tantas leituras públicas, ateliers em escolas secundárias, performances com actores como João Grosso (como no último Encontro Internacional de Poetas de Coimbra), colaboração em projectos como o de Belgais (o Centro para o Estudo das Artes dirigido pela pianista Maria João Pires, de que resultou a assinatura recente de um protocolo com a Faculdade de Letras), acções de rua (entregando poemas a quem nunca os procura), a presença de inúmeros convidados (poetas e outros artistas, bem como professores e especialistas de várias linguagens e saberes que connosco quiseram dialogar), alunos de doutoramento no Programa de Poética da State University of New York ou a fazer estágios de curta duração em Centros Literários como o JUSTBuffalo Literary Center (acompanhando poetas a escolas secundárias onde a escrita criativa existe, deste modo, há mais de 30 anos, como parte dos programas de língua inglesa), criação de homepages, ligações a novas pequenas editoras, e muita, muita poesia publicada – em revistas de poesia (não só em Portugal, mas também nos EUA e no Brasil), mas também em alguns livros recentes. (...)
P.V.P.: € 0.00
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