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A Lousã no Século XVIII: Redes de Sociabilidade e de Poder
  Autor: Maria do Rosário Castiço de Campos
Colecção Raiz do Tempo
Género: História

Este livro contém a tese de doutoramento de Maria do Rosário Castiço de Campos apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Neste estudo académico a autora revisita o passado da Lousã para desvendar mais um fragmento da sua história.
O fio condutor deste livro é um problema. Com efeito, a pergunta que a autora coloca às fontes referentes à Lousã setecentista é a relação existente, ao longo do século XVIII, entre a comunidade lousanense e a fábrica de papel criada nesta vila nos inícios de setecentos.
É aqui que a autora arrisca, com sucesso, uma abordagem inovadora embora laboriosa: a de reconstruir as redes de relações a partir da informação mais básica disponível para esse efeito, os registos paroquiais, a par de outra documentação, como é o caso das Habilitações do Santo Ofício, da Leitura de Bacharéis, de documentação do Desembargo do Paço, da Misericórdia e da Câmara. Cruzando as informações sobre as relações familiares, e sobretudo sobre os apadrinhamentos, com a informação disponível sobre a comunidade, em geral e o engenho do papel, em particular, a autora conseguiu superar os limites da documentação tradicional e compreender a teia das relações que se urdiram à volta do engenho. Num exemplo particularmente feliz do valor da utilização de análise de redes em investigação histórica, a autora demonstra que muita informação relevante para a compreensão de processos sociais jaz escondida na aparente simplicidade dos registos paroquiais, e que o cruzamento intenso dessa informação, com fontes variadas, permite reconstruir redes sociais que esclarecem mecanismos de outra forma opacos.
A metodologia utilizada permitiu “reconstruir” diversos contextos, que se organizam em quatro capítulos, numa sequência que joga com várias focais permitindo uma análise a diversas escalas.
O livro que Maria do Rosário Castiço de Campos apresenta agora à comunidade académica e ao público interessado em História carreia um contributo importante para o conhecimento da história da Lousã, constituindo-se igualmente como uma obra de referência para a história social portuguesa pela inovação metodológica e pelo rigor da construção narrativa.

Joaquim Ramos de Carvalho
Margarida Sobral Neto

(do prefácio)



P.V.P.: € 23.32
 
POESIA DO MUNDO / 6 - Antologia Bilingue
  Autor: Vários
Colecção Palavra Poema
Género: Poesia


EDIÇÃO APOIADA PELO INSTITUTO CAMÕES

Prefácio

Maria Irene Ramalho de Sousa Santos

A violência da poesia

Poesia do mundo 6 reúne, como de costume em edição bilingue, poemas dos poetas que participaram no VI Encontro Internacional de Poetas, realizado em Maio de 2007 e subordinado ao tema geral, “Poesia e Violência”.
Um grande poeta alemão perguntou um dia: “Para quê poetas em tempo de indigência?” Dezoito anos depois de terem iniciado este belo e perigoso projecto de trazer a Coimbra, de três em três anos, poetas de todo o mundo, os organizadores do VI Encontro entenderam parafrasear Friedrich Hölderlin e perguntar-se: “Para quê poetas em tempo de violência?”
Vivemos em tempo de violência. Talvez nunca como hoje tivéssemos obrigação de ter consciência plena disso mesmo. Não passa um dia sem que a televisão nos violente a tranquilidade da nossa sala de estar com as mais cruéis imagens de opressão, discriminação e repressão. O objectivo do VI Encontro não foi, porém, reunir poetas que nos viessem ler ou representar poesia sobre a violência. O objectivo foi antes reflectir sobre o que se entende por violência e que relação tem com ela a poesia. Blake disse, com aquela violência que melhor que ninguém ele soube retirar da língua, que as “Prisões são construídas com as pedras da Lei, os Bordéis, com os tijolos da Religião”. O VI Encontro incluiu, nos 250 anos do nascimento do multifacetado poeta e artista, uma homenagem a William Blake, o poeta que em belíssimos cantares de inocência e experiência fez ecoar as brutais discrepâncias e a hipocrisia desenfreada da sociedade do seu tempo.
A pergunta que muitos dos poemas aqui coligidos suscitam é se a poesia poderá, ou deverá, representar a violência. Não será o acto de representar, só por si, uma violência? No que diz respeito à poesia lírica, o “silêncio dos poetas”, de que fala Alberto Pimenta, diz mais do que o dizível, e com muito mais força: “dizes: / é preciso distinguir o bem do mal / admites portanto que eles podem ser confundidos”. Em tempo de crescente menorização da poesia, das artes e da cultura humanística em geral, para quê ouvir os poetas e perguntar, como perguntou um dia o poeta de Coimbra, Vítor Matos e Sá: “o que pode dizer a poesia?” A poesia nada diz. A poesia diz-se – e, no seu dizer-se, interrompe e faz estremecer a razão e os sentidos. Por mais ineficaz que seja em última análise o seu impacto, a poesia faz tremer os poderes. No seu nada dizer, em seu “silêncio”, a poesia é a violência que mais precisamos nos interrompa e surpreenda hoje – para a nossa continuada construção de nós próprios como seres humanos responsáveis e solidários. Foi neste sentido a admirável conferência proferida por C. D. Wright na abertura da VI Encontro: “A poesia (. . .) aspira ao silêncio. Não digo que o seu alvo seja a perfeição, mas uma abertura (. . .) uma clareira (. . .) onde a língua se dê ao luxo de associações inesperadas e resultados alternativos”.
No VI Encontro, acolhemos poetas de quatro continentes: Europa, América, África e Ásia. Os poemas reunidos nesta antologia mostram bem por que razão disse Ruy Belo um dia que “a poesia é um acto de insubordinação a todos os níveis, desde o nível da linguagem como instrumento de comunicação, até ao nível do conformismo, da conivência com a ordem, qualquer ordem estabelecida”. Dos quatro cantos do mundo chega até Poesia do mundo 6, em imagens poderosas, uma pergunta desestabilizadora pelas múltiplas relações de poder, violência e colonialidade que continuam a entrelaçar as nossas vidas, seja na esfera cultural, social e política, seja na esfera pessoal. Há vaqueiros mexicanos empalados num poema do americano Forrest Gander; corvos marinhos surreais, que ocupam o espaço alheio, num poema do irlandês Macdara Woods; cadáveres de crianças num poema da libanesa de Montreal Nadine Ltaif. A angolana Chó do Guri diz-se poeta de gente enjaulada e a palestiniana Faiha Abdulhadi evoca as subtilezas das políticas de paz na sua terra, perguntando: “O que é mais cruel / os dentes do lobo ou / o sorriso da raposa?” Poemas há, como os do brasileiro Márcio-André ou, mais ainda, da inglesa Maggie O’Sullivan ou da americana Joan Retallack, que denunciam a violência da própria língua, completamente a desmantelando. Ao mesmo tempo, qualquer dos poemas aqui recolhidos, mesmo os mais fluidamente líricos da galega Helena Villar Janeiro, ou as meditações ônticas do português Gastão Cruz, é uma pergunta rigorosa pela tradição poética, em que não deixa de se reconhecer. Num dos seus poemas, o russo Maxim Amelin faz do fotógrafo ambulante, obsoleto em tempo de polaróides, um dos filhos de Febo Apolo. Que o pessoal é poético e político resulta uma vez mais claro nos poemas do chinês Xiao Kaiyu.
Mas não só a ordem poética é interrogada e reinventada; também os valores dominantes da cultura no seu todo são postos em causa. Para matar a fome ao mundo, a portuguesa Regina Guimarães imagina uma mulher (são as mulheres que dão o sustento), mas uma mulher que é a lenha que dará o fogo para cozinhar a refeição.
Pois não busca também a poesia, como sugere um poema do americano John Taggart, a arte de virar a melodia do avesso e tornar a tocar tocando uma e outra vez?


Preface

Maria Irene Ramalho de Sousa Santos

The Violence of Poetry

Poesia do mundo 6 gathers together, in one more bilingual edition, poems by the poets that participated in the Sixth International Meeting of Poets. The meeting, under the general topic of “Poetry and Violence”, took place in May 2007.
A great German poet once asked: “What are poets for in a destitute time?” Eighteen years after having embarked on this beautiful and dangerous project of bringing poets from all over the world to Coimbra every three years, the organizers of the Sixth Meeting chose to paraphrase Friedrich Hölderlin and wonder: “What are poets for in a time of violence?”
We live in a time of violence. Perhaps more than ever must we now be fully aware of this. No day goes by without the violent intrusion of TV, bringing the cruelest images of oppression, discrimination and repression into the tranquillity of our sitting room. However, the purpose of the Sixth Meeting was not to have poets reading and performing poems about violence. The purpose was, rather, to reflect on what is meant by violence and how poetry relates to it. Resorting to the violence he excelled in taking from language, Blake said: “Prisons are built with stones of Law, Brothels with bricks of Religion”. Celebrating the 250 anniversary of the birth of the multifaceted poet and artist, the Sixth Meeting included a tribute to William Blake, the poet whose lovely songs of innocence and experience trumpeted the brutal inequalities and rampant hypocrisy of his society.
The question that many of the poems herein collected inspire is whether poetry can, or should, represent violence. Doesn’t the act of representation in itself amount to violence? As concerns lyric poetry, the “silence of poets” Alberto Pimenta writes about says more than the sayable, and far more forcefully: “you say: / one must distinguish good and evil / you grant therefore that they can be confused”. At a time that increasingly belittles poetry, the arts, and the humanities in general, why listen to the poets and ask, as the Coimbra poet, Vítor Matos e Sá, once did: “What can poetry say?” Poetry says nothing. Poetry is a saying and, in saying itself, it interrupts and shakes reason and the senses. No matter how ineffective ultimately its impact may be, poetry makes the powers tremble. In its nothing saying, in its “silence”, poetry is the violence we most need to interrupt us today – toward our ongoing construction of ourselves as responsible and solidary human beings. Such was the thrust of the remarkable keynote address delivered by C. D. Wright at the beginning of the Sixth Meeting: “Poetry (. . .) aspires to silence. By this I don’t mean it aims for perfection, but it aims for an opening (. . .) a clearing (. . .) a zone wherein the language affords unexpected associations and alternate outcomes”.
At the Sixth Meeting we hosted poets from four continents: Europe, America, Africa and Asia. The poems of Poesia do mundo 6 clearly show why Ruy Belo once said that “poetry is an act of insubordination at every level, from the level of language as a tool of communication, to the level of conformity and connivance with order, any established order”. From the four corners of the world, a destabilizing question flows into Poesia do mundo 6 in powerful images. It asks about the relations of power, violence and coloniality which continue to entangle our lives, whether in the cultural, social and political spheres, or in the personal sphere itself. There are staked-up Mexican vaqueros in a poem by the American Forrester Gander; cormorants, taking over alien space, in a poem by the Irish Macdara Woods; children’s corpses in a poem by the Lebanese from Montreal, Nadine Ltaif. The Angolan Chó do Guri sees herself as a poet of caged men, and Palestinian Faiha Abdulhadi evoques the subtleties of peace politics in her land to wonder: “What is more cruel / the woolf’s teeth or / the fox’s smile?” There are poems, such as those by Brazilian Márcio-André or, better still, the English Maggie O’Sullivan or the American Joan Retallack, which denounce the violence of language itself by totally deconstructing it. At the same time, every poem in this collection, even the most fluidly lyrical poems of the Galician poet Helena Villar Janeiro, or the ontic meditations of the Portuguese Gastão Cruz, rigorously questions the poetical tradition of which it is knowingly a part. In one of his poems, the Russian Maxim Amelin turns the itinerant photographer made obsolete by polaroids into one of the children of Phoebus Apollo. That the personal is the poetical and the political resonates forcefully one more time in the poems authored by the Chinese Xiao Kaiyu.
But not only the poetic order is questioned and reinvented; the dominant values of culture as a whole are put in question as well. To kill the world’s hunger, the Portuguese Regina Guimarães imagines a woman (women are the nurturers), but a woman who turns out to be the firewood needed to cook the meal.
Isn’t poetry, after all, in search of the art of turning “the melody inside out and played / playing over and over”, as suggested in a poem by the American poet John Taggart?




P.V.P.: € 21.20
 
O Lugar Feminino no Liceu de Sá de Miranda. Braga (1930-1947)
  Autor: Adília Fernandes
Colecção Raiz do Tempo
Género: História

Em O Lugar Feminino no Liceu de Sá de Miranda – Braga (1930-1947), a autora, Adília Fernandes, caracteriza e referencia o desenvolvimento histórico da educação do feminino, concluindo que, em Portugal, a partir de 1906, foram criadas condições curriculares e institucionais para uma educação liceal diferenciada para os géneros feminino e masculino.
Em seu entender, tal educação escolar consubstanciou- -se numa formação específica que tornasse a mulher elemento regenerador da família, da raça e da Nação. A consagração destes princípios afeiçoou a mulher a um determinado estatuto e foi posta em prática de acordo com as diferentes reformas educativas. Com o Estado Novo, apesar do reconhecimento ao voto (consagrado pela lei eleitoral de 1934) e da abertura profissional, recaiu sobre as mulheres a manutenção da moral familiar. Foi essa a orientação consagrada na adequação do curso geral do liceu.
(...)
Assente numa investigação inédita e bem fundamentada, o livro que agora sai a público constitui um contributo sério numa temática ainda insuficientemente estudada em Portugal. E não se trata apenas de desconhecimento, mas também de uma revisão conceptual. A história da escolarização feminina em Portugal não se esclarece por contraste com a masculina, nem por ampliação do conhecimento geral. Com efeito, conclui a autora, subjacente à educação do feminino estiveram uma dinâmica própria e um código cultural distinto.



P.V.P.: € 16.80
 
O Outro Domínio do Demónio
  Autor: Fernando Melim
Colecção Imagens de Hoje
Género: Romance

“Talvez o homem tenha cometido o verdadeiro pecado mortal quando retalhou a primeira rã e, com ela, fez a primeira experiência”...
A frase, dita por uma das personagens, remete-nos para uma realidade que, de tão comum, passa despercebida: as desviantes aplicações dos avassaladores avanços tecnológicos. Com as ferramentas ao dispor, não há fim que não se possa atingir. E se a ciência engendrou a cisão do átomo, clonou a matriz da vida e fabrica “armas” biológicas, porque não poderá desenvolver uma “pílula” para formatar as sociedades? É desta terrível possibilidade que trata este romance.
E se, a uma empresa farmacêutica, chegasse uma enorme e tentadora encomenda de uma específica droga para tornar estéreis os casais de um país demasiado populoso? E se toda a máquina dos laboratórios trabalhasse para satisfazer o pedido de governantes a braços com as insolúveis realidades da fome e da miséria extremas de milhões de criaturas? E se, repentinamente, o medicamento apresentasse terríveis efeitos secundários? E se a máquina dos ocultos interesses quisesse abafar a realidade calando o alarme das vozes incómodas?
Num mundo sufocado por dificuldades, a hipótese de poder acontecer não é possibilidade desprezível. No passado houve outras eugénicas tentativas. E o homem sempre cairá na tentação de utilizar os meios que tem à sua disposição para resolver os problemas presentes menosprezando danos futuros.



P.V.P.: € 19.08
 
Viseu de Portugal e Viseu do Brasil
  Autor: Fernando Vale
Colecção Raiz do Tempo
Género: História e Narrativa

Neste livro, o leitor encontrará informações sobre Viseu de Portugal e Viseu do Brasil, histórias tradicionais, dois capítulos intitulados respectivamente: "Viseu de Portugal e Viseu do Brasil – Enlaces e Desenlaces", "Intercâmbio Possível e Desejável em Lusofonia" e elementos visuais (fotos, mapas, desenhos , etc.)
Os dados informativos reduzem-se ao que julgamos ser elemen­tar e referem-se ao passado e ao presente.
As histórias tradicionais, privilegiando espaços, personagens e casos vise(u)enses, revelam imaginários populares (crenças, contos, lendas, fábulas e mitos, etc.), forjados através dos tempos, especialmente por portugueses, índios, brasileiros e africanos.

Fernando Vale
(da Introdução)


P.V.P.: € 23.32
 
Hospital
  Autor: Maria Elisa Pinheiro
Colecção Imagens de Hoje
Género: Crónica

Este novo livro de Maria Elisa Pinheiro é muito mais do que um livro sobre a saúde e sobre a doença; é um livro sobre a alma humana e a sua exposição à perda, mas também à esperança. Um livro sobre a dor mas também sobre a sua resistência, sobre quem esteve e quem partiu, mas também sobre os que estão e os que virão.

Maria Elisa Pinheiro regressa à escrita para nos soletrar ao coração a urgência do acreditar de cada um no melhor de si mesmo e, nessa crença, descobrir quase tudo sobre o vencer de barreiras que se atravessam nesse deslumbrante milagre que é o andarmos vivos e disso termos absoluta consciência.

Num conjunto de relatos passados em situações limite no âmbito da saúde, a autora desvenda-nos outros limites, outras formas de ler cada instante, numa espécie de nova língua, a língua da coragem motivada pelo amor, da percepção da beleza motivada pela humildade, da resistência motivada pelo tanto que ainda devemos à felicidade dos outros.

Um livro que é um desafio à nossa forma de encarar as nossas próprias angústias mas também de avaliarmos o quanto existe na nossa passagem pelo mundo que valha o nosso espanto, a nossa indignação, o nosso comprometimento, a nossa mais íntima coragem.

Um livro que é a negação da redução da vida humana a dois estados: o da saúde e o da doença. Um livro que parte desses dois estados para, em cada um deles, erguer mil e muitas outras coisas que, afinal, são uma espécie de quase tudo; são a resistência que nos deixa vivos com os que partem, mas também que nos tornará infinitos naqueles que não nos esquecerão.

Pompeu Miguel Martins


P.V.P.: € 10.60
 
Metais e semi-metais de Portugal
  Autor: António Moura
Colecção Ciência e Desenvolvimento
Género: Ciência e Desenvolvimento

Trata-se dum livro sobre todos os minérios de metais e de semi-metais que já foram explorados no país. Pretende dar a conhecer algumas das principais noções sobre geologia mineira em geral, e sobre a génese e muitos outros aspectos, dos vários tipos de jazigos minerais que se exploraram (e exploram) em Portugal. O livro interessará ao público em geral e, em particular, a estudantes de cursos do ensino superior na área das Ciências da Terra (Geologia, Engenharia Geológica, Engenharia de Minas, Geotecnia, Geografia, etc.), a professores do ensino básico e secundário, bem como a estudantes de Ciências do 11.º e 12.º anos que frequentem a disciplina de Biologia-Geologia. Naturalmente, o livro poderá interessar, também, a profissionais de Geologia, Geografia, História e Engenharia de Minas.

P.V.P.: € 22.16
 
Revista Oficina de Poesia n.º 14
  Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia

&ditorial “Ó Pê # ‘ca Torze
que tu me saíste!”

Número #14 da Revista Oficina de Poesia.

Depois de um número especial (#13) inteiramente dedicado ao labor(atório) das oficinas de escrita nas escolas, voltamos neste número ao que vem sendo o formato “habitual” da revista, ainda assim o mesmo carácter de oficina outra, ainda assim os mesmos outros caracteres da escrita, ainda assim o mesmo laboratório outro oficinal da caligrafia outra __

Poetas em poema em poetas em poema em poetas:
part_&cip_acções.

Contamos neste número com a colaboração especial de Anna Reckin (Inglaterra) e John Mateer (África do Sul / Austrália), colaborador&colaboradora desta e de outras iniciativas comuns à Oficina de Poesia sob o tecto do “Programa de Poetas em Residência” (Universidade de Coimbra & Câmara Municipal de Idanha-a-Nova) __
Como poetas convidados contamos com a presença de Feliciano de Mira . Porfírio Al Brandão . Rui Tinoco (todos eles “repetentes”) ; e de Armando Sales Macatrão . Camila Vardarac . espinalMedula . João Miguel Henriques . Manuel Silva-Terra (todos eles&ela a publicar pela primeira vez na revista) __
Colaboram também neste número poetas que participaram no Curso Avançado de Escrita Criativa realizado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra em Março do ano passado (2009). Parafraseando Cesariny: “cada um/uma com o nome que lhe toca”: Ana Filipa Maia . António Alves de Almeida . Francisco Norega . Rose Barboza . Susana Noronha __
Há ainda que apontar a participação dos&das oficineiros&oficineiras da OP, desde os&as que se encontram neste momento geograficamente afastados/as das sessões mas que continuam a manter ligação à Oficina de Poesia até à(o)s elementos recém chegados/as (via curso livre OP,, FLUC) __
À mistura com os textos verbais há textos pictóricos da autoria de Eduardo Conceição (desenho e fotomontagem) . Filipe Cravo (fotomontagem) . João Luís Pinho (fotografia) . Rui Silva (fotografia) __

Alegações finais.

A Oficina de Poesia tem como segundo nome próprio “revista da palavra e da imagem” e é assim que a sua mãe lhe chama quando se zanga com ela. Já os amigos tratam-na por “revista da imagem e da palavra”. Isto é revelador, já que, às vezes, numa dada fase de crise existencial ou de existencial êxtase, a Oficina de Poesia é da palavra e da imagem e da imagem e da palavra tudo ao mesmo tempo, avant-lettre, que é como quem diz, à frente da letra ___________________


fevereiro de 2000 & 10
bruno santos



P.V.P.: € 7.42
 
Revista Oficina de Poesia n.º 13
  Autor: Vários
Revista Oficina de Poesia
Género: Poesia

Editorial

“E assim se acaba de vez com o grande mistério da poesia!...”, exclamava, entre o atónito e o desiludido, um jovem actor a colaborar, tal como eu, no “Curso de Iniciação às Artes para Crianças” de Belgais (cf. Oficina de Poesia, #2, 2003), quando ouvia, há uns anos atrás, crianças de 6-10 anos a ler os poemas que vinham de escrever. Respondi-lhe, com Pessoa, que “o único mistério é que não há mistério nenhum!”

Este número especial da nossa revista é inteiramente dedicado à divulgação da poesia escrita no âmbito de várias sessões/oficinas em escolas e bibliotecas públicas por todo o país. Poemas escritos por crianças (do infantário, à básica e à secundária), adolescentes (do Curso de Verão “Ciência Viva”, “Poemacto”, coordenado no âmbito do CES) e jovens adultos (alguns em contexto de Centro Educativo), além de participantes em cursos EFA (Educação e Formação para Adultos). Extraordinariamente – porque a revista só publica inéditos – apresentamos também poemas já publicados num pequeno caderno, Cartilha Trabalho Escravo Hoje No Brasil. Coletânea de paródias, textos dissertivos, poesias e desenhos sobre trabalho escravo (Xinguara, Pará, 2007), onde se coligiram poemas de crianças a viver na pobreza extrema que resulta de um sistema hoje considerado extinto, a escravatura (o antropólogo brasileiro António Alves de Almeida foi um dos organizadores deste pequeno caderno e foi ele mesmo que, enquanto desenvolvia a sua investigação no CES, tomou conhecimento do trabalho realizado pela Oficina e trouxe até nós os poemas destas crianças).

Quais as razões que nos levam a desenvolver estas acções de formação na área da escrita e a divulgar aqui os seus resultados? Em primeiro lugar, porque acreditamos, de facto, que Pessoa tinha razão: não há aqui nenhum mistério! Há uma intimidade muito especial das crianças com a arte: porque ainda não incorporaram/se subjugaram à norma – e digo isto a partir da mais completa ignorância de todos os estudos cientificamente desenvolvidos sobre estas matérias; digo isto apenas porque a minha experiência, ao longo de já quase 10 anos, mo comprovou à evidência.

Comecemos com o infantário: dir-me-ão que crianças de 3 anos não sabem escrever, nem ler. Certamente! Mas não sabem elas correr atrás de cubos com versos escritos nas faces? Não sabem justapor esses cubos? Não sabem levar ao adulto “aquele objecto palavra” que é copiado? E aprender, assim, a construir com palavras e sons? (que difícil é, tantas vezes, fazer perceber a um adulto essa “objectividade”, essa materialidade da palavra – sempre tão aleatoriamente subjectiva e transdiscursiva!). E depois é vê-los, embevecidos, a ouvir a magia da voz que lhes lê o que construíram!

Repetir esse jogo, essa aprendizagem, essa criação é, como Aristóteles nos ensinou, um ritual de participação: é ser aceite, entrar na comunidade, na coisa pública (e ninguém falou aqui de comunicação). Assim, entramos na linguagem e nela nos movemos: na coisa pública. E na coisa pública se trabalhou: em Águeda (Aguada de Cima, Fermentelos), Aljustrel, Almeirim, Alvaiázere, Coimbra, Constância, Ferreira do Alentejo, Melgaço, Mértola, Montemor-o-Novo, Olhão, Santarém, Setúbal, Silves (S. Bartolomeu de Messines, Algoz). O poder de interferir na coisa pública e de ter voz (com a ventriloquia da voz pública ou contra ela) traz o prazer e assim, como todos/as sabemos, prazer e poder funcionam em uníssono.

Dessa radicalidade do político saem todas estas vozes aqui presentes: dos mais pequeninos, que começam a aprender, a entrar no “jogo da construção” das representações; dos mais crescidos, que começam a “recordar” que, de facto, vivemos num/com um jogo de representações; dos temporariamente afastados da ordem pública que, esperamos, possam tomar consciência da permanente tensão – logo na linguagem – entre a ordem e a desordem, aprendendo a gerir essa tensão quando regressarem ao uso da sua liberdade em espaço público; dos que se preparam para fazer uma escolha da linguagem do saber que mais se lhes adequa e que, mesmo que a linguagem das artes e as humanidades não seja o seu futuro, possam perceber que, diga o que disser a voz pública do senso-comum, essa linguagem nunca está (ou estará) fora do seu futuro (porque é o primeiro “fazer” de si); e, finalmente, dos que vivem subjugados e com fome, e que se alimentam na esperança e na liberdade que é o espaço da palavra, porque o único mistério é que não há nenhum mistério na capacidade humana de imaginar outros mundos – e assim aprendam a lutar por eles, reinventando a tribo, para que esta possa sobreviver.

Ensinar a arte da escrita – a poética, a literatura – é ensinar a cidadania.

Graça Capinha



P.V.P.: € 7.35
 
Imagens da beira-Paiva
  Autor: Aurora Simões de Matos
Colecção Imagens de Hoje
Género: Crónicas


Bastou-me ler “Paiva, nome de rio no feminino”, após a dedicatória e apelo feitos pela Autora nas portadas desta Obra, para ficar ciente de que valera a pena aceitar extrair do mais íntimo uma nota que se pudesse chamar de prefácio, proémio ou outro.
Logo aqui se me deparou uma ponte a ligar sentimentos e a adubar sensibilidades que, acredito, a Paiva suscitou e alimentou.
(...)
Além das aldeias aqui nomeadas, cujas terras e casas beijam a Paiva, a narrativa poética que nos é oferecida pela Autora poderia aplicar-se a muitas e muitas outras, ressalvando-se, todavia, a enorme diferença e o distinto pormenor de não se conhecer outra Paiva.
Sabe bem seguir Aurora Simões de Matos através dos seus sonhos e dos diversos percursos que ela propõe, em total liberdade de caminhar ou voar, contemplando as miríades de cenas que se nos apresentam no palco extenso da Rainha Natureza; ficando-nos sempre incertezas e dúvidas quanto à mais sagrada, à mais divina, à mais sublime, que o são todas.
Que pátria esta, a das nossas infâncias!

Arménio Vasconcelos
(do prefácio)



P.V.P.: € 18.02
 
Diagrafias Aplicadas à Hidrogeologia
  Autor: Elsa Cristina Ramalho; Manuel Marques da Silva; António Correia
Colecção Ciência e Desenvolvimento
Género: Ciência e Desenvolvimento


Embora por vezes subvalorizadas por alguns técnicos que trabalham em Hidrogeologia, as diagrafias constituem uma importante ferramenta de suporte na elaboração do projecto de uma captação, permitindo que se obtenham maiores rendimentos com menores custos. Esta importância sustenta-se em aspectos tão diversos da utilização de diagra­fias como a definição da coluna das captações, a estimativa de parâmetros hidráulicos dos aquíferos ou ainda a identificação de fracturas em rochas cristalinas.

Desenvolvidas inicialmente pela indústria petrolífera, a sua utilidade em Hidrogeologia é hoje mais que reconhecida, na medida em que as diagrafias possibilitam a obtenção de um conjunto de propriedades físicas das formações atravessadas que proporcionam uma boa estimativa da qualidade química da água nativa a captar e proceder a identifica­ções e correlações litológicas entre diferentes furos.

Consoante as sondas utilizadas, as diagrafias poderão ser aplicadas em furos entubados ou em open-hole. Em cada caso, as informações passíveis de ser obtidas variam consoante a situação do furo e os equipamentos e verbas disponíveis.

A presente obra pretende ser um apoio para os técnicos ligados à Hidrogeologia, no sentido de poderem tirar o melhor partido possível da informação adquirida ou já existente a partir de diagrafias e, assim, melhorar o co­nhecimento geológico e hidrogeológico de dada região.



P.V.P.: € 21.20
 
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