A Nudez da Alva
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15,00€
12,00€

de Norberto Simões

ColeçãoSagesse Poesia
GéneroSagesse Poesia
Ano2015
ISBN978-972-8729-28-8
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 408 páginas | 14 x 21 cm

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A Nudez da Alva :

 

O percurso por uma vida onde se escrevem as palavras que constroem a realidade. E um sentido da existência que enquadra no olhar, no grafar de símbolos o sonho, o arrebatamento, a quimera.

Poesia e prosa entrelaçam linhas inteiras de sentimento. Paixão. Às vezes dor.

 Encontra-se neste livro – A Nudez da Alva – a edificação de uma escrita onde cabe todo um universo de desejo, esperança e utopia.

Norberto Simões

Norberto Simões (Norberto Jorge Silvano Simões) nasceu em Angola a 8 de Janeiro de 1945.

Estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, não tendo chegado a concluir o curso.

Foi professor do 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário.

Vive em Coimbra e dedica-se inteiramente à escrita.

Esta recolha – As Causas e os Acasos – constitui o seu terceiro livro de poesia.

Está, actualmente, a trabalhar nos seus dois próximos livros, tentando abranger temas de sempre e da actualidade, segundo a sua própria visão poética da realidade.

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de Norberto Simões

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As Causas e os Acasos

de Norberto Simões

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Labirinto das Sombras

de Norberto Simões

  • "Rotação" Angola, Convivium, 1973.

APRESENTAÇÃO DA OBRA"A NUDEZ DA ALVA"DENORBERTO SIMÕES

de: Dra. Maria Rosa França Pintado Silvano Simões

 

 

 

É com muito gosto que vou fazer a apresentação de mais um trabalho de meu cunhado, Norberto Simões.

Penso que todos nós o conhecemos suficientemente bem e, portanto, não me alongarei em detalhes biográficos. Passarei, antes, a tecer algumas considerações sobre o seu trabalho.

 Tentarei dar a minha visão sobre a sua obra, desta vez sobre o livro A NUDEZ DA ALVA, decifrando, a meu modo, a relação entre a obra e o autor, não esquecendo que ela é, na realidade, muito intimista. Peço que considerem as minhas palavras como um simples olhar sobre o texto, sem querer criar falsas imagens a quem lê.

A NUDEZ DA ALVA surge na continuação do trabalho do autor. Temos ainda presentes os seus últimos trabalhos LABIRINTO DAS SOMBRAS e AS CAUSAS E OS ACASOS.

A presente obra tem uma novidade: pela primeira vez o autor alterna os seus versos com alguns textos em prosa, precisamente quinze, os quais eu denominaria de manifesto e onde ele nos dá, em forma de carta, a sua opinião sobre a possibilidade de Coimbra ser a capital do país, apresentando as razões para essa escolha e dando a solução para a concretização desse ideal. As suas soluções passam por ideais políticos, económicos, académicos, tendo como base uma doutrinação onde a Pessoa é única e só comparável a si própria.

Mas deixando este parêntesis, e voltando à poesia, penso que estamos perante a continuidade do que já conhecemos do autor. Este trabalho é, em minha opinião, mais um passo no percurso da sua escrita onde o poeta volta a usar, como base da sua poesia, os seus valores morais, as suas experiências de vida, as suas ânsias, as suas certezas e até incertezas.

Todos os poemas são sonetos, o que não é mais do que a forma já adotada, pelo poeta, no seu trabalho anterior.

Ao longo dos 330 poemas que constam desta obra, e tal como é notório nas obras anteriores, em cada um deles é-nos dado observar os pensamentos e preocupações do autor e que são, no essencial, a sua realidade.

 

Uma das preocupações do poeta manifesta-se ao longo de 14 sonetos todos denominados “Ser Indigente”e ainda nos poemas “Enquanto houver”- página 104; “Quando algum indigente”- página 146; “Vida acérrima” - página 157; “Sentida esperança”- página 267 e “Ser indigente e delinquente”- página 176, é-nos apresentado o “ser indigente” como um ser que à sociedade é indiferente, um empecilho dependente e infeliz, sem carinho, faminto do amor da mulher amada, abandonado, frustrado, um vagabundo sem qualquer ajuda, incluindo a falta de apoio do estado que deveria contribuir para que nenhum ser vivesse nessa condição, um revoltado a quem tudo parece uma provocação, como menciona no final do poema da página 313 “Um indigente tem vida frustrada/ Só dá para viver com muito horror/ já que tem uma vida maltratada”.

Um outro tema que está sempre presente e largamente privilegiado na obra deste autor e também neste livro, é o amor. Ele surge sob diversas perspetivas, tais como:

Desejo de correspondência no amor, Desejo da presença da mulher amada, Elogio da beleza da mulher amada e Fidelidade no amor 

Do Desejo de correspondência no amor, destaco, entre outros, o soneto  “Nunca me deixes” na página 241;

 O Desejo da presença da mulher amada pode encontrar-se, por exemplo, no poema  “Minha patrona” na página254;

Há o Elogio da beleza da mulher amada em vários sonetos como por exemplo em “Bonita e ponderada” na página 182.

A Fidelidade no amor é o tema mais versado pelo poeta. A maior parte dos sonetos que compõem esta obra são subordinados a este tema. Assim sendo, é para mim particularmente difícil escolher um favorito, no entanto arriscaria destacar “Minha amada querida”na página 195 ou “Querida e adorada” na página 233.

Mas, sendo o amor o principal motor dos poemas desta obra, outros temas nela emergem, tais como:

A Incerteza  presente no soneto “Não sei se vens cá” na página 74;

A Sensualidade em diversos poemas como por exemplo “Amor do peito” na página 31;

A Injustiça  presente no soneto  “Como seria” na página 275;

O Desalento em vários sonetos, destacando “Sinto-me triste” na página 171;

A Saudade no soneto “Saudade” na página 394;

A Esperança a nível geral, por exemplo em “Valoroso futuro patriota”  na página 127 e a Esperança  a nível pessoal como em “Futuro ilustre” na página 191 entre muitos outros.

Estes são, da reflexão da minha análise, os temas predominantes na obra do  poeta, mas é claro que não se esgota aqui a sua temática.

Gostaria, agora, de referir o título deste livro. A NUDEZ DA ALVA remete-me para a ideia de simplicidade e pureza. A “nudez” será a abertura de alma que o eu lírico nos transmite, o deixar-nos entrar no seu mundo e ficarmos cúmplices do seu sentir. Nesta conivência nada fica oculto, é-nos permitido perscrutar o seu pensamento e acompanhar a evolução da sua produção poética.

Também a “alva” me transporta para o início, o princípio, o amanhecer que é belo e cândido, sem preconceitos, tal como esta obra é, sem qualquer subterfúgio, o espelho do sentir do poeta.

Aliando o título à imagem da capa, parece-me que tudo se conjuga harmoniosamente: o verde que predomina é o símbolo da esperança que a “alva” nos traz, o novo dia enche-nos sempre de expectativa de algo melhor do que o passado, há em nós uma ânsia de mais e mais perfeito, tal como o conteúdo desta obra que nos faz esperar por mais poesia, que a inspiração do  Norberto, de certo, nos trará.

Penso que chegou o momento de ser o Norberto a usar da palavra. Desejo que a minha interpretação da obra tenha sido um incentivo à vossa curiosidade e que a sua leitura vos traga momentos de deleite e reflexão. Muito obrigada a todos pela atenção dispensada e ao  Norberto por mais esta obra e pelo convite para a sua apresentação.

                                                                                                       Rosa Maria Simões