Ainda Sempre
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de Carlos Mário Ferreira

ColeçãoSagesse Poesia
GéneroSagesse Poesia
Ano2014
ISBN978-972-8729-26-4
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 100 páginas | 14 x 21 cm

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Ainda Sempre diz-se, a si mesmo, um livro dorido. Uma poética que sofre íntima e intrinsecamente de uma profunda saudade, naquele sentir conceptual que é um atributo da consciência, uma saudade como nostalgia de um corpo de que fomos arrancados, ou que nos foi arrancado. Uma violência para que nunca um ser se prepara, e é sempre súbita e irremediável a ausência.
Carlos Mário Ferreira permanece, Ainda Sempre, no tocar leve dos gestos de um passado e de um semblante que se mostram na melancolia dos objectos que são quotidiano, e se escondem nos fantasmas do sonho que, sonhado, dói dentro das próprias palavras.
Um livro de um lamento, de uma lágrima, de um imenso abandono.

Carlos Mário Ferreira

Carlos Mário Ferreira nasceu em Lisboa. Publicou os seu primeiros poemas em “Antologia de Revelações”, no Diário Popular. Colaborou em
A Planície. Faz parte do Convívio. Tem colaborado em suplementos literários de Lisboa e Porto e no Notícias da Amadora. Com Mário Braga, colaborou na Vértice.

 

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No Tempo... Pelos Dias

de Carlos Mário Ferreira

Convite à Libertação, Lisboa, ed. de autor, s/d.
Duma Fatal Violência, Lisboa, ed. de autor, 1985
A Casa no Meio da Cidade, Lisboa, Tepclima, 1989
Luas no Deserto, Lisboa, Tepclima, 1989
A Casa Iluminada, Lisboa, Tepclima, 1991
Controverso – Palavras em Mutação, Lisboa, ed. de autor, s/d.
Aconteceu, S. Mamede de Infesta, Edium Editores, 2011
Permanecer, S. Mamede de Infesta, Edium Editores, 2012
 

 

Outros livros de Carlos Mário Ferreira

de:

A Casa no Meio da Cidade, Lisboa, Tepclima,1989
Poética dos sentidos (...) muito especialmente uma poética de audição. Assemelha-se ao tratado de ut musica poesis quase indisfarçado. No entanto, o som do mundo, associado a alguma recusa da sintaxe prosástica, a um desejo de música envolvendo o sujeito, existe em função dum olhar não conseguido mas contraditoriamente desejado. A poesia vive na noite do reino do som (às vezes ela é som) mas por detrás suspeita-se (suspeita alimentada pela “lua” do poeta) o dia no reino da luz. Aliás, essa luz procurada, procurada através da navegação da procura, espanca no barco imóvel e especialmente no mar, som sem olhos, sem acesso à luz que o veria mover-se.

 

Luas no Deserto, Lisboa, Tepclima, 1989
Este livro consiste em cinco partes cuja simetria, visível, mais do que audível, é curiosa: fuga para a torre? (3.ª) e café pigalle (4.ª) incluem respectivamente três e seis poemas cada; luas no deserto (2.ª) e fantasia e vento (5.ª), trinta e quinze. Café pigalle é o domínio da luz, mas o livro no seu todo quer estruturar a luz. E acontece a convergência: a música mede o tempo da memória, regressando após a crise dos silêncios, enquanto o olhar busca controlar o espaço. Há maiores dificuldades em dominar os olhos do que em ouvir a batida do tempo. Mas diz-se: “amei / uma boca / mais bela / que a tua / num dia / que toco / ao fundo / desta música”. O dia claro passa a entrosar a sintaxe, várias vezes censurada no livro anterior. “Viverei pelo brilho desses teus olhos”, os olhos que um novo barco em movimento acrescentou ao mar. “Conjuntei minhas tábuas; / agora é que eu navego. // O mar reconhece-me”.