Da Raiz (transparências)
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de Conceição Oliveira

ColeçãoColeção Palavra Poema
GéneroPoesia
Ano2014
ISBN978-989-703-119-9
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 112 páginas | 14 x 21 cm

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Em DA RAIZ (transparências) de Conceição Oliveira, submergimos numa ideia de utopia do mundo, definida e assente numa construção da sílaba exposta, uma espécie de “frágil maravilhoso”, que nas suas existentes diferenças não deixa de lembrar de alguma forma Manoel de Barros, quando este celebra as coisas do mundo “olhadas de azul”, pois escrever é “carregar água na peneira”. Nestes poemas, Conceição Oliveira acompanha e escolta “a evasão dos pássaros no murmúrio dos riachos” e mergulha e entranha “os pés em terra fresca”, alimenta (se) o seu corpo, o físico e o da poesia, de todas as emoções e frutos, alvoroços e carpos, sílabas e verbos, de forma transbordante e vulnerável pelo ébrio “eu lírico”, pois só assim “a terra dispara, rumo ao infinito, voando… ”! Poesia “oferecida”, poesia como quer o poema, pois como diz Lorca, “a poesia não quer adeptos, quer amantes” e este livro em sua utopia de mar e terra, é o cântico lírico da ave, o náufrago entoando: “a minha casa é a ilha onde aporto em tempestades”, siderado (ele) e siderados (os leitores), “pelo entendimento que transcende o entendimento comum, solto pela raiz” – a poesia em sua plena imanência.

 

João Rasteiro

 

 

“Quando estou na Poesia tudo se torna mais claro”.
É essa a sina do Poeta. Por isso, não admira o objectivo de Conceição Oliveira afirmado e reafirmado “Afastar a mágoa do mundo / Quero / Quero muito” e é natural que, de tanto pensar, conclua sabiamente “Há um tempo para tudo / Por isso, às vezes não penso / Faz-me falta não pensar”.
E como sabeis a poesia é vida. Vida que nos vai inspirando no seu encanto e desencanto num mundo onde cada vez mais reinam desumanos mascarados de humanos.
Daí a impossibilidade do não-pensamento num Poeta, que é tragicamente um fiel guerrilheiro da verdade que busca incessantemente.
Objectivamente as obras literárias como todas as obras de arte são de uma solidão infinita, mas trazem-nos a beleza e o espanto e, ainda, a riqueza da nossa singularidade poética no mundo. Com esta Poeta que se vai afirmando não poderia ser diferente.
A candura da sua suave poética revela-nos o ser que nela habita e que serenamente vai lendo o mundo de forma muito particular e única, porque como diz convicta “Há dias em que trago o mar dentro de mim”. E o Mar meus senhores, o Mar…, quem pára o Mar?

 

Delmar Maia Gonçalves
(Escritor e Presidente do Círculo de Escritores
Moçambicanos na Diáspora)

 

 

Ler Da Raiz (transparências) é como embarcar num embalo libertador. Eu embarquei, embalei e gostei.

Com Da Raiz (transparências), Conceição Oliveira conduz-nos através da realidade mais real das coisas, desnudadas pelo poder mágico das suas palavras.

 

Miguel Almeida

Conceição Oliveira

 

Conceição Maia Rocha de Oliveira nasceu a 10 de Agosto de 1949 em Aveiro, Portugal.
Depois de concluir o curso da Escola Comercial e Industrial de Aveiro (Formação Feminina), graduou-se pela Escola do Magistério Primário na mesma cidade.
Estudou na Alliance Française (Aveiro/Coimbra) onde obteve as seguintes graduações: “Diplôme Pratique De Langue Française” e “Diplôme de Langue Française”.
Posteriormente retomou estudos tendo concluído o curso complementar dos Liceus e o 12.º ano, em Aveiro (área de Humanísticas).
Ingressou na Faculdade de Letras em Coimbra, onde frequentou Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês).
Na Universidade de Aveiro obteve o grau de Licenciatura na mesma área, via ensino.
Exerceu docência, em vários graus de ensino, durante 38 anos.

Tem trabalhos publicados em várias Antologias, Cole­tâneas e Revistas Culturais, em Portugal e no Brasil.

 

 

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Labirinto de Palavras, poesia, Coimbra, Temas Originias – editora, 2012
Tempo sem Horas, contos, Lisboa, Edições Vieira da Silva, 2013