Diafonia para piano, orquestra e outras vozes futuras
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12,72€
10,18€

de João André Cardoso de Jesus, Frederico Cardoso de Jesus e Paulo Renato Cardoso de Jesus

ColeçãoColeção Palavra Poema
GéneroPoesia
Ano2004
ISBN978-9-72-857569-4
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 158 páginas | 15 x 21 cm

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Nesta obra expõem-se três escritas, distintas e unas, ao modo de três linhas melódicas se cruzando e se confundindo. Três escritas desdobram aqui os sentidos vividos e imaginados em imagens cénicas e em ritmos vigorosamente percutidos que circulam e ressoam como rios aéreos pelo nosso espanto primitivo, pela nossa exclamação partilhada, pela fonte original da descoberta das coisas - das suas figuras, dos seus sabores, das suas promessas. Aqui emerge portanto a alegria íntima da expressão desse fundo sem fundo que é a poética da própria vida em movimento: diafonia ou como amar a vida até à quase loucura.
Diafonia é a mobilidade das vozes recriando - por dentro e por fora - a inteireza do relevo amplo desta paisagem que é nossa morada e nosso caminho, nossa carne e nosso ar vital... Diafonia é uma experiência significativa de busca e de desejo de encontro. É uma quase dança, um quase amor que se cumpre. É um anúncio de umas águas novas respondendo à nossa sede.

Autores

Agora dentro do livro
será o mundo menos confuso?
Os livros como os acontecimentos do mundo
tendem para o infinito.
Será esse infinito e essa tendência
um elevar-se de sol ou um abater-se de trevas?

Não sei. Creio no sol.
Creio que as línguas são a abundância
e o futuro da terra.

O esforço disto transpira ofegante
como setenta bois.
Choveu na praia branca. Vogais.
Fragmento de tessituras.
Unidade de som.
Há um excesso de chamas.
São tambores e touros.
Nossos corpos entre o canto e a guerra.
É a era da pele: vamos à essência.
Explico-me: jazz libidinal. Coisas nuas.
Percussões. Noite. Loucura.
Um piano a galope nos músculos do silêncio.
Alto mar. Tanto.
É a era da pele: as vísceras gritam.



CASTELLANO

Este proyecto emergió eólicamente entre nosotros tres como la visita natural de una sorpresa, como la maduración primaveral de un fruto adquiriendo color y forma a medida que se redactan los soles y las lunas sobre el vientre abierto de los diálogos.
...

Diafonía es la movilidad de las voces recreando - por dentro y por fuera - la integridad del relieve amplio de este paisaje que es nuestra morada y nuestro camino, nuestra carne y nuestro aire vital... Diafonía es una experiencia significativa de metaforización de Nosotros buscando el encuentro de una fuente y de unas aguas adonde podamos compartir la alegría de la sed y de las manos plenamente líquidas peregrinando en quiasmos de versos sueltos por nuestras bocas. En el principio, había las bocas y el deseo impreciso de algo otro.

La Diafonía se construye en la casa que diluye los mares, en la desembocadura que concentra los océanos y que conquista los paladares. Es la orquesta de la muralla que cercó tres villas en la planicie del silencio e inundó de desconocidos pétalos las fuentes adonde íbamos al pan matinal. Persiguió todas las teclas del piano y soltó las palabras que hacían el sonido del violín.

Diafonía es una casa sin paredes es sólo puertas y ventanas casa de aire respiración
Nidificación de la metamorfosis: luz oceánica redactando la cumbre futura de los montes


ENGLISH

This project has emerged aeolianly among us three like the natural visit of a surprise, like the spring maturation of a fruit acquiring colour and form as the suns and moons write themselves on the open womb of dialogues....
Diaphony is the mobility of the voices recreating--within-and-without--the wholeness of the large relief of this landscape, which is our home and our way, our flesh and our vital air ... Diaphony is a meaningful experience of metaphorization of Ourselves searching for the encounter with a fountain and waters where we can share the joy of the thirst and of the hands fully liquid crossing our mouths in their pilgrimage of chiasmi of free verses. In the beginning there were the mouths and the imprecise desire of something other.
The Diaphony is created in the house that dilutes the seas, in the mouth that concentrates the oceans and conquests the savours. It is the orchestra of the high wall, which has besieged three towns in the plain of silence and inundated with unknown petals the fountains where we have gone to the morning bread. It has persecuted all the keys of the piano and freed the words that made the sound of the violin.
Diaphony is a house without walls it's only doors and windows house of air breathing
Nesting of the metamorphosis: oceanic light writing the future top of the mountains

João André Cardoso de Jesus, Frederico Cardoso de Jesus e Paulo Renato Cardoso de Jesus

Os autores João André, Frederico e Paulo Renato Cardoso de Jesus, naturais da cidade de Leiria onde nasceram em 1983, 1980 e 1974 respectivamente.
São estudantes e irmãos em muitos e desvairados sentidos.


(A autora da capa do livro diz de si própria)

Nidia Nair

Falar sobre mim?...
Nasci em Coimbra (1978) e fui crescendo em Alvaiázere, Leiria e Lisboa.
Continuo a ‘crescer’... (de novo em Leiria)

Gosto de ‘caminhar’.
Ser surpreendida pela beleza simples das coisas, gestos e movimentos.

Grafismos – escritos, desenhados, corporizados – são ferramentas de expressão que permitem Despertar.
 

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