malmequeres os lábios molhados
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de Cláudia Borges

ColeçãoColeção Palavra Poema
GéneroPoesia
Ano2007
ISBN978-972-8999-41-4
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 50 páginas | 15 x 21 cm

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Nota de abertura de Mário Soares (ex-Presidente da República)

Cláudia Borges é um exemplo de vocação literária precoce para as letras. Com 13 anos publicou os livros de poemas Pegadas do Meu Ser e Acreditar em Mim, aos 14 anos o livro Instinto e agora vai publicar o seu 4.º livro Malmequeres os lábios molhados, com 16 anos.

Os meus melhores votos são para que com o decurso dos anos vá criando maturidade, através da escrita e do estudo, para consolidar e desenvolver a sua indiscutível paixão literária.

Mário Soares



Prefácio de José Fanha (poeta)

Muitos adolescentes sentem que a poesia é o caminho para descobrirem os continentes, os mares, os hemisférios que sentem agitar-se dentro de si. Sentem o apelo do mistério que perpassa pelas palavras da poesia. Tornam-se tenebrosos, às vezes. Vagueiam entre sombras e solidões terríveis. Faz parte da idade e das primeiras aproximações à poesia. Vemo-los, assim, atravessar a poesia com uma entrega fantástica ao fogo das palavras. Derramam sobre o papel as suas lágrimas e anseios, o seu desespero, as suas dúvidas, as suas inquietações. Gritam nos seus versos: "Aqui estou EU!". Eu o único, Eu o sofredor, Eu o que acarreta todas as tragédias do horrível mundo! Eu, o que ama desesperadamente! Eu! EU! EU!".

Poucos chegarão a poetas de longo curso (e, mesmo desses, pouca será a poesia que valerá a pena recordar dos tempos de brasa da juventude). Conheci já muitos destes poetas breves. Às vezes chegam a escrever dois ou três bons poemas. Eventualmente, publicam um livro. Normalmente reduzem o trabalho poético à inspiração sem saber que a poesia exige trabalho e oficina. Depois, vem a vida com os seus múltiplos rios e o candidato a poeta esquece numa mesa de café a inspiração e dedica-se a outros mundos.

Quando a Cláudia, muito jovem ainda, me apareceu em Sintra com os seus poemas, pensei que se tratasse de um destes casos. Erro meu, preconceito rapidamente desfeito já que, mal a ouvi dizer esses seus poemas, fiquei profundamente tocado. Não eram fruto apenas de inspiração, embora se sentisse neles uma força vital enorme e absolutamente inesperada. Para uma menina da idade da Cláudia havia na sua poesia um trabalho da palavra invulgar, um trabalho maduro e intenso à volta da metáfora, do ritmo, do vocabulário, da construção de imagens.

Essas características têm vindo a crescer e atingem um patamar muito alto neste seu quarto livro. Os poemas que o integram surgem-nos trazidos por um furacão de imagens, de multiplicação de referências, de desarrumação dos sentidos que deve muito a uma raiz de ressonâncias surrealistas.

É claro que a Cláudia, sendo já uma voz poética riquíssima e que merece ser ouvida e divulgada, tem ainda um longo caminho a percorrer. Será o caminho da sua própria vida e o da sua vida como poeta.

Creio que essas duas linhas de crescimento e maturação levá-la-ão a conferir à poesia dimensões ainda mais impressionantes, potenciando o vendaval da sua escrita e tornando-o talvez mais comunicante e mais eficaz, sem que se perca esta força matricial que a conduz e que faz com que seja uma experiência invulgar o contacto com a voz poética que a anima.

José Fanha
 

Cláudia Borges

Cláudia Borges
nascida a 5 de Outubto de 1991em Cabanas de Viriato – Viseu.

Publicou:
Pegadas do meu ser, 2004Acreditar em mim, 2005Instinto, 2006malmequeres os lábios molhados, 2007.

Membro mais jovem da APE – Associação Portuguesa de Escritores e da APP – Associação Portuguesade Poetas.
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