NÃO HAVIA LUGAR PARA ELE
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de Maria João L. G. de Oliveira

ColeçãoColeção Imagens de Hoje
GéneroContos
Ano2008
ISBN978-972-8999-59-9
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 108 páginas | 14 x 21 cm

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O Natal vem dizer-nos a todos, crentes e não crentes, que o sofrimento não nos deve bloquear, que ele não tem a última palavra, que a última palavra é do Amor. (...)
Isso mesmo nos dizem também, no meio de sofrimentos por vezes profundamente dilacerantes, muitas das persongens destes contos. (...)
Sem serem perfeitas, as vidas dessas pessoas são um rasto de luz que testemunha a mensagem do Natal, que mostra que esta mensagem não é um sonho ilusório. Ajudam a manter viva a esperança quando muitas realidades do nosso tempo nos levariam a perdê-la. A leitura destes contos impele-nos, por isso, a fazer renascer o Amor e a proclamar a mensagem do Natal através das nossas vidas.

Pedro Vaz Patto
(do prefácio)


Contos que se destinam a uma leitura ao longo de todo o ano, sem uma moralidade fácil, e que nos levam a experimentar um sentir profundo e solidário em cada dia da nossa existência...
 

Maria João L. G. de Oliveira


Maria João Lopes Gaspar de Oliveira é natural de Veiros, concelho de Estremoz, distrito de Évora e reside em Coimbra. É licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Foi co-fundadora do Movimento de Acção Juvenil/Joaninha, oficializado em Julho de 1976.
Publicou os seus primeiros poemas no Diário de Lisboa – Juvenil (suplemento literário), criado por Mário Castrim. Colaborou no “Cantinho da Juventude” (página de literatura), da revista Modas e Bordados. Publicou, em 1990, com Carlos de Oliveira, o livro O Natal da Avó Hortense. Em 2001, prefaciou o livro Ao ritmo da vida, de Isabel Jardim de Campos. Participou em várias antologias (Edições AG – Brasil, Antologia de Natal edium 2007 e Antologia 2008, da lista Amante das Leituras). Prefaciou, em 2008, o livro A força de um Sonho, de Maria Rita dos Santos Romão. Tem publicado trabalhos (prosa e poesia) em jornais, revistas e listas de literatura (Web).
Tem sido premiada em concursos literários promovidos por Câmaras Municipais, associações culturais, jornais e Edições AG – Brasil. É colaboradora permanente do semanário Tribuna Pacense. É membro da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

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de Maria João L. G. de Oliveira

O Polvo não sabia que o Mexilhão tinha Asas-20%

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O Polvo não sabia que o Mexilhão tinha Asas

de Maria João L. G. de Oliveira

Apreciação crítica

de: Maria da Luz B. R. Vale Dias


(…)
Na escrita de Maria João de Oliveira, a relação promotora de desenvolvimento que envolve a Autora como pessoa total e os seus leitores é uma constante. À medida que vamos mergulhando na sua escrita e desnudando o seu envolvimento integral na génese da obra, a Autora revela-nos, acima de tudo, a inquietação indeclinável que a move para a criação literária e que torna o acto de escrever inevitável num grito contra a indiferença.
Ao percorrermos as páginas do seu novo livro, rapidamente mergulhamos numa miríade de sensações e emoções, a que não será alheia a vertente poética desta escritora, a par de interrogações sociais e ideológicas em que todos nos revemos por fazerem parte do nosso quotidiano ou ainda por nos relembrarem a nossa construção passada enquanto seres pensantes e envoltos em afectos.



Maria da Luz B. R. Vale Dias
Professora da Universidade de Coimbra


Recensão crítica publicada no Jornal Diário As Beiras em 28/11/2008.

de: Dr. Mário Nunes


" Maria João de Oliveira, escritora, no seu último livro Não Havia Lugar para Ele, e recentemente apresentado ao público, recolhe uma série de excelentes e cativantes contos que, na generalidade, são sustentados pelo Natal e quadra natalícia. Neles se ausculta uma poética arrebatadora, uma sentimentalidade afectiva, um poder extraordinário de comunicação e uma linguagem atractiva e entusiasmante para a leitura e releitura do conteúdo impresso nas páginas.Ressaltam nos seus contos, o amor como dádiva de nós para os outros, descobrindo nele a percurso a seguir, o caminho que o homem deve encontrar, "abrindo" o seu coração para o abrigar e semear, depois. Como escreveu Maria da Luz Dias, "ao percorrermos as páginas deste livro, rapidamente mergulhamos numa miríade de sensações e emoções", porque no texto sentimos alegria, mas também inquietação e tristeza, emoção, embora no momento crítico surja, inquebrantável, a esperança. Esperança que no Natal se afigura mais forte, assemelhando-se às ondas do mar que, apesar de se quebrarem nos rochedos, encontram sempre forças para recomeçar.
Maria João Oliveira sublinha nos seus contos a realidade de um Deus que se faz menino, e transporta essa mensagem para o homem numa catadupa de pensamentos que devem permanecer e ligar a mensagem do divino com o Natal a convidar os Homens ao amor aos outros homens, afastando o espectro da ambição irracional, presente nos nossos dias, e em que a dureza do coração empedernido o transforma num ser descartável. Recomendamos esta obra magnífica para oferecer no Natal que se avizinha".


Comentárion sobre os dois livros de

de: Dr. José Gil


Maria João é um espectáculo! Bravo!
Da minha pequena mesa de professor de teatro, no palco escuro da ficção a construir, é o que posso dizer ao terminar de ler os seus dois últimos livros.
Livros de contos com asas como o mexilhão. Sensacional título.
Vivemos nos seus contos um caminho, como dizia Freud, que a autora cita: “seja qual for o caminho que eu escolher, o poeta já passou por ele antes de mim”.
Todos os contos são equilibradas formas de prosa – de narrativa, mas sente-se como prosa poética pelo seu formato geralmente curto, pela sua límpida beleza, como diria Eugénio de Andrade, também o poeta dos frutos.
Tocam-me aliás os cheiros e os condimentos, a hortelã, os coentros, “amo ocheiro da terra, o verde do trigo (p.83), um quotidiano rural sempre à flor da pele.
Maria João é uma poeta do campo Alentejano, nasceu em Estremoz.Por outro lado, todos os contos têm uma análise social acutilante; o poder dos frágeis, a dureza dos frágeis, a comoção dos frágeis?
Depois, um estado de imersão na escrita total.Falo dos dois livros porque se completam. Falo no mesmo texto dos dois livros porque abrem caminhos a outros contos ou mesmo um romance – a uma Obra.
Nascida dos férteis anos do Diário de Lisboa-Juvenil onde também comecei com Mário Castrim eno livro de Maria Alberta Meneres “e desses que se faziam poetas aos dez anos” (p.86 “O Polvo…”).
Termino, agradecendo o prazer desta oferta e deste prazer de ler em bom português. Somos também um país de contos e narrativas ou romances mais ou menos longos, mais ou menos herméticos.

Crítica ao livro "Não Havia Lugar para Ele"

de: Francisco Coimbra


Tive muito gosto em ler "Não Havia Lugar para Ele".
As impressões registadas no Prefácio, retiradas na contra-capa, interligam-se com as registadas nas abas. Tanto o Prefácio como a Nota de Abertura, não me surpreendendo, prepararam a leitura. Também as epígrafes são demasiado importantes para não as mencionar, fazendo aqui registo da sua existência. O mesmo é válido para a Dedicatória, prolixa e interessante, pela informação que dá: «Às personagens reais deste livro», «– pela luz…», ilumina uma realidade para a qual partimos sensibilizados. Os dezassete contos, li-os como contas dum único colar, suspenso o seu fio no pescoço de repousada leitura.
Li de enfiada o livro sem estar a sublinhá-lo, no fim de cada conto recolhi uma frase. Não que o resumisse, uma marca, uma particularidade, uma peça, um sublinhado…
Do Índice, recolho um puzzle ordenado: 1 – O Marceneiro-Músico, 2 – A Luz dos Amieiros, 3 –O Sal da Bruma, 4 – O Néctar e oPólen, 5 – Miriam, 6 – No Alto do Monte, 7 – O Senhor Silvestre, 8 –Dois Milhões deLuzes, 9 – Iceberg, 10 – O Natal dos Animais, 11 – As quatro Estrelinhas, 12 – Lugar Alado, 13 – Fome deLuz, 14 – As Duas Faces da Moeda, 15 – O Casulo, 16 – Não Havia Lugar para Ele, 17 – O Urso de Peluche.
Sobressai no livro o título, saído dum dos contos, foi bem escolhido (16) «Não Havia Lugar para Ele». Está a faltar mencionar as ilustrações, elas são uma bela leitura do livro. É interessante lê-las, ver como se casam com os textos. Um conto de que eu goste mais? É sempre bom identificar no todo as partes, elegendo uma que nos seja de eleição? No caso, cada conto com sua particularidade, não mencionaria um em particular. O gosto não é, em si mesmo, uma qualidade. Só enquanto sujeitos proverbiais… temos a qualidade de gostar. É um resultado, uma súmula de qualidades, a soma duma soma. Deixo que esta soma dê esta súmula do livro, um/ todo de todos os contos!Acho que começa muito bem; como que começa pela poesia e música «agarra a partitura de um sonho e constrói outro "hino da alegria"», para finalizar, com o último conto, na fatalidade de quem «Apenas conseguiu segurar o urso de peluche que o fitava com olhos quase humanos». São vários contos, todos com a sua abordagem particular e diferenciada dos personagens. Através deles, é-nos dado acompanhar uma viajem através da memória que completa a imaginação, ou vice-versa, e a arte vive-as como vontade e necessidade de (re)criar.
A importância da vida, tão marcada e marcante, em todos os contos está presente, mostra como a ficção se alimenta da realidade mas não a ensina. Ficamos pois à espera de novos contos da autora, para voltar à realidade com que a sua arte nos presenteia.


Lugares que (não) há e mexilhões com asas

de: Alexandra Oliveira e Joseph Sherman


“Não havia lugar para ele” e “O polvo não sabia que o mexilhão tinha asas”… uma oferta, com emoção e alma, que, com emoção e do fundo da alma, agradecemos, bem como aos momentos em que a alma certamente se nos emocionará, quando entrarmos “no lugar que não havia” e voarmos nas “asas do mexilhão”. Quando, acima de tudo, entrarmos no lugar “onde a beleza percebida” pela autora se torna o lugar de beleza sentida, também, por nós que a lemos, e o grito da autora ressoar, da nossa consciência e da dela, como um eco uno… e voe, voe de facto, através de todas as barreiras de indiferença, dissolvendo-as.

Bem-haja, querida amiga; e que a “necessidade absoluta de escrever” continue, nesse “processo de alquimia interna”, a transformá-la, a completá-la… e a nós, seus leitores, a enriquecer-nos, a ajudar-nos a crescer!