O Menino
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de Maria Adelaide Calado

ColeçãoColeção Criança
GéneroObra pedagógica
Ano1997
ISBN978-9-72-972924-9
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 168 páginas | 17 x 24 cm

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Obra literária e pedagógica, a questão central desta narrativa é a educação. Não a educação escolar mas a educação que acontece no seio da família, o acompanhamento da criança naquela idade em que é sobretudo na relação parental que se modela o seu comportamento e o seu espírito...

Isabel Calado

Maria Adelaide Calado

Flor de giesta, tojo ou rosmaninho, importa é dizer que desabrochou na Planície a 19 de Outubro de 1931. Menina do campo pintou-lhe as cores, escutou-lhe as melodias, bebeu-lhe os ares. Pressentindo de muito nova o apelo à maternidade, acolheu-se às saias da avó materna que lhe ensinou a fazer a roupa das bonecas, ao mesmo tempo que a divertia com as suas próprias histórias: de lobos que lhe saíam ao caminho; de ladrões que roubavam parelhas de mulas... Mulher forte a quem foi buscar a tenacidade que a vida requer em tantas ocasiões! Do avô paterno tem saudades sem o ter conhecido porque, do que lhe "rezam" as crónicas familiares, é o seu retrato vivo. Foi esta herança que lhe permitiu fazer estudos primários em Alter do Chão, secundários em Portalegre e superiores em Coimbra. Tem queda para o linguajar e por isso se licenciou em Filologia Germânica. Amou os alunos dando-lhes e recebendo deles o que pôde durante os vinte e sete anos de profissão no Ensino Básico. De resto, o seu campo de luta e de trabalho tem sido na família. Além de acreditar e tentar que outros acreditem que é Deus que rege a vida...

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O Menino

de Maria Adelaide Calado

Apreciação Crítica no Jornal Expresso de O Menino

de: Semanário Expresso de 17.04.1999

Apreciação Crítica no Jornal Expresso de 17/04/1999

O Menino
Maria Adelaide Calado

O Menino é, antes de mais, uma obra que, tendo - explicitamente - algumas intenções pedagógicas mas não sendo «dirigida à educação escolar», é uma pérola de pedagogia e intencionalidade pedagógica cuja leitura poderá beneficiar mesmo aqueles que no terreno da educação escolar se movem. Não apenas a intenção e a convicção do mestre tecem aprendizagens - o resultado está também na intensidade com que vive o seu papel aquele que quer aprender.
Não será menos certo que o exercício da profissão, só por si, não lhe traria a sensibilidade que é palpável ao longo das páginas do livro que escreveu. Não será o exercício da profissão que dará a todos os professores a intuição, o prazer, aquele um pouco mais - pormenor difícil de definir e no entanto essencial - para um estar na escola que em muito ultrapassa o facto de se ser professor. Difícil de designar e até de identificar. No entanto, quando não existe, pode transformar a profissão num exercício de masoquismo puro. O muito que há por fazer está por fazer no essencial entre os professores, num trabalho de equipa que ainda não é prática vulgar e numa definição conjunta entre professores e alunos de regras e métodos de trabalho. Há felizmente provas dadas, experiências pedagógicas em algumas escolas que podem ser um exemplo a seguir. Não o das escolas que chamam a Polícia para ajudar a definir estratégias.
O Menino chegou para romancear memórias que estão no inconsciente colectivo de quem leu Coménio mas se interessou mais pela educação de Émile, de quem sabe que em Portugal vive Sérgio Niza (pedagogo cuja actualidade de pensamento e lucidez ultrapassam fronteiras), de quem não cai na facilidade de dizer que o que fazemos é apenas imitar modelos vindos do exterior.
Não se trata, de modo algum, de uma apologia nacionalista, só por si infantil, demagógica e perigosa. Trata-se de olhar uma cultura com o possível distanciamento e o saudável afecto. Trata-se essencialmente, no caso deste livro, de uma oportunidade de reflexão sobre a urgência de uma perspectiva que, na educação, privilegie uma relação que respeita o enraizamento cultural e a individualidade. Concretamente, em relação aos programas da educação, é difícil aceitar que sejam uniformes de norte a sul do país, sem ter em conta as diferenças óbvias que teriam de existir.
O Menino é uma narrativa cuja beleza se prende basicamente com essa ligação cultural a um imaginário presente, por exemplo, na memória de certas narrativas tradicionais. O menino das hortas, o que «um dia, se o transplantarem, (...) saberá dar frutos em terreno alheio», o menino das vielas, o menino nórdico, o menino cigano, o menino da guerra.
Façamos, com este livro, uma pausa. Que nos seja do melhor proveito.


Palimage Editores, 1998, 164 págs.