O Sentir Cigano no Ensino Recorrente. Da escola e trabalho ao bem-estar subjetivo

16,00€

de Luisa Esteves Pinto

ColeçãoColeção Educatio
GéneroEducação. Ensino. Pedagogia. Ética
Ano2017
ISBN978-989-703-163-2
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 180 páginas | 16 x 230 cm

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Testemunhos, constantes da obra, de pessoas de etnia Cigana entrevistadas pela autora:

 

Vim para a escola porque era completamente cega. Eu via, mas não enxergava. Não conhecia uma letra e tinha pena de não saber nada, nem mesmo o meu nome fazer. Hoje é diferente. Vejo uma luz. Conheço as letras e já consigo ler alguma coisa e faço o meu nome. Sou feliz e vou assinar com a minha mão, sem ajuda de ninguém.

 

São 63 primaveras (…) mas que bom é ir à escola e comigo levar a sacola. Apetece-me gritar a toda a gente; venham comigo aprender a conviver, a sorrir e a cantar (…) todos juntos, aprendemos a conjugar o verbo amar.

 

Eu vivo no bairro do Ingote. O Ingote é uma miséria porque há muita gente na droga. Eu gosto muito deste bairro porque tenho muitos amigos.

 

Eu vim para a escola porque estou a receber o Rendimento Mínimo Garantido (…) Tenho um menino de três anos mas vivo em casa da minha mãe. Não tenho marido porque ele arranjou uma amante e deixou-nos. Isto para mim é uma grande ajuda.

 

Andei no ano passado na escola. Este ano voltei. Eu tenho pena de não ter vindo antes, ao menos 5 ou 6 anos atrás. Se para o ano houver, eu volto outra vez. Gosto dos bocadinhos que aqui passo. Nunca tenho pressa de me ir embora para casa. Passava cá a tarde toda e até parte da noite.

Luisa Esteves Pinto

Luisa Esteves Silva, nasceu em Solveira, Montalegre no ano de 1952. Desde criança sentiu um desejo muito forte de se dedicar ao ensino. Assim, após ter concluído o Ensino Primário, deixou a sua terra natal e passou a viver em Coimbra. Foi nesta cidade do Mondego que iniciou o seu percurso académico e se começou a desenhar o rumo que a sua vida iria seguir.

No ano de 1972/73 concluiu o Curso de Formação Feminina na Escola Comercial e Industrial de Avelar Brotero. Quando se deu o 25 de Abril, frequentava o Curso do Magistério Primário, que concluiu no verão de 1975. Iniciou a sua atividade profissional na Fórnea, Piódão (concelho de Arganil).

Em Janeiro de 1979, aceitou o convite da Caritas Diocesana de Coimbra para desenvolver e coordenar actividades no âmbito da Alfabetização e Educação de Adultos na área geográfica da Diocese, onde permaneceu enquanto professora destacada até 1986. Este foi um grande desafio da sua vida pois nunca tinha trabalhado com adultos, mas a semente germinou, e a determinação por esta área da educação foi decisiva.

Entretanto regressou às atividades letivas no 1.º Ciclo do Ensino Básico mas, em 1991, passou a integrar a equipa de Educação de Adultos no Centro de Área Educativa de Coimbra. Em 1992 foi convidada pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) para fazer parte do sector do Ensino Recorrente e Educação de Adultos onde se manteve até ao ano de 2006. Ao longo destes anos em que trabalhou na DREC, sentindo-se cada vez mais motivada por esta área de investigação, foi investindo na sua formação profissional com o estatuto de trabalhador-estudante.

Assim, no ano de 1999 concluiu o Curso de Estudos Superiores Especializados, na Escola Superior de Educação do Porto na especialidade de Educação de Adultos e Animação Comunitária, sendo o 1.º ano frequentado em regime pós-laboral e o 2.º com dispensa de serviço com estatuto de Bolseira. Logo no ano seguinte (2000), ao ter conhecimento da abertura do Curso de Mestrado em Educação de Adultos na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, não hesitou em se inscrever, concluindo o mesmo em 2003 com a Dissertação “O Sentir Cigano no Ensino Recorrente: da escola e trabalho ao bem estar subjetivo”. Em 2006 foi acreditada pela Agência Nacional para a Educação e Formação de Adultos onde desempenhou as funções de Avaliadora Externa dos Centros Novas Oportunidades.

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