Os Cílios Maternos
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de João Rasteiro

ColeçãoColeção Palavra Poema
GéneroPoesia
Ano2005
ISBN978-972-857-599-1
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 48 páginas | 15 x 21 cm

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Comentários de outros autores

(...) O novo livro de João Rasteiro tem como tema central a própria poesia, enquanto linguagem fundante, que se destrói e se refaz a cada tentativa de atenuar a desumanidade que espreita a criatura humana, neste nosso "tempo de penúria".

Carlos Felipe Moisés, poeta, ficcionista e ensaísta (Brasil).


Os seus poemas atravessam uma área de singular violência, de quase doloroso trato com as pessoas e as coisas. Nelas descubro um universo tumultuoso, e não raro temível, mas abundantíssimo de sonhos e ilusões.

Mário Cláudio, ficcionista e poeta (Portugal).


Gostei de seu livro: "ali no centro dócil da espera", seus poemas "são portas de fogo e mel", onde autor/leitor "abro os dedos, solto as borboletas e fecundo a terra". Belos poemas.

Affonso Romano de Sant'Anna, poeta e ensaísta (Brasil).


A poesia de João Rasteiro (...) na busca de um sopro universal, no emprego reiterado de alguns tópicos, na concisão da palavra, na harmonia das partes (...) não é fácil a tarefa de unir extremos e conciliar opostos com tanta subtileza (...) dele se forja a resistência e o sonho.

Nuno de Figueiredo, poeta e ficcionista (Portugal).

João Rasteiro

 

João Rasteiro (Coimbra, Portugal, 1965), poeta e ensaísta, traduziu para português vários poemas de Harold Alvarado Tenorio, Miro Villar, Juan Armando Rojas Joo, Juan Carlos García Hoyuelos e Enrique Villagrasa. É Licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade de Coimbra. Possui poemas publicados em várias revistas e antologias em Portugal, Brasil, Moçambique, Itália, Espanha, Finlândia, República Checa, Colômbia, México e Chile e vários poemas traduzidos para o Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Catalão, Checo e Japonês. Obteve vários prémios, nomeadamente a “Segnalazione di Merito” do Concurso Internacional Publio Virgilio Marone, Itália, 2003, e o Prémio Literário Manuel António Pina, 2010. Em 2012 foi um dos 20 finalistas (poesia) do Prémio Literário Portugal Telecom. Publicou os seguintes livros: A Respiração das Vértebras, 2001, No Centro do Arco, 2003, Os Cílios Maternos, 2005, O Búzio de Istambul, 2008, Pedro e Inês ou As madrugadas esculpidas, 2009, Diacrítico, 2010, A Divina Pestilência, 2011, Tríptico da Súplica (Brasil), 2011, Elegias, 2011, e Pequena Antologia da Encenação – 2001/2013: Poemas em ponto de osso, 2014. Em 2008 integrou a antologia e exposição internacional de surrealismo O Reverso do Olhar. Em 2009 integrou a antologia: Portuguesia: Minas entre os povos da mesma língua – antropologia de uma poética, org. pelo poeta brasileiro Wilmar Silva e que engloba poéticas de Portugal, Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Em 2009 integrou o livro de ensaios O que é a poesia?, org. pelo brasileiro Edson Cruz. Em 2010 integrou a antologia Poesia do Mundo VI, resultante dos VI Encontros Internacionais de Poetas de Coimbra, org. do Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 2011 integrou o livro Três Poetas Portugueses (Brasil), org. pelo poeta brasileiro Álvaro Alves de Faria. Em 2012 integrou a antologia de poesia portuguesa contemporânea Corté la naranja en dos (México) com compilação e tradução de Fernando Reyes da Universidade Nacional Autónoma do México. Em 2009, organizou para a  “Arquitrave” da Colômbia, uma antologia de poesia portuguesa, intitulada A Poesia Portuguesa Hoje. Em 2012 participou na exposição Surrealism in 2012 do Goggleworks Center for the Arts, Reading, EUA, com trabalhos individuais e colectivos, executados com os membros do Cabo Mondego Section of Portuguese Surrealism, que integra desde a sua fundação.

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  • A Respiração das Vértebras, Edições Sagesse, Viseu, 2001.

Os Cílio Maternos

de: vários

Críticas, análises e comentários ao livro: Os Cílios Maternos, de João Rasteiro:

Muito lhe agradeço a oferta do livro Os Cílios Maternos (…)Vou ler tudo. Parece-me um belo livro. Como exclamava o outro: “E eu que ainda não li todos os gregos!”.

Herberto Hélder – Poeta e ficcionista português



Muito obrigado pelo exemplar do seu livro que teve a amabilidade de me enviar. Ao agradecimento, gostaria de juntar palavras de felicitação pela alta qualidade da obra. No essencial, partilho a perspectiva de Carlos Felipe Moisés, atentíssimo a esse fluxo contraditório que promove o reencontro dos dois aspectos da nossa realidade mais íntima, mas também da linguagem: a razão e o instinto ou a mente e a emoção. Creio que o título do livro descreve bem, em miniatura, todo o movimento dos poemas (ou do poema), que no fundo procuram as fontes da chama lalangue,a língua maternal nas nossas profundezas como um rio sob as rochas.

Luís Adriano Carlos – Poeta e Ensaísta português



Recebi o teu Os Cílios Maternos e irei ler com a demora que a boa poesia exige. Já pude perceber como evoluíste. Há no livro poemas bem arquitectados, máquinas de linguagem. A capa, confesso, não me agradou, mas o conteúdo, que é o que realmente importa, parece-me magnífico. Certamente logo estarás entre os grandes líricos da nova geração de poetas portugueses.

Andityas Soares de Moura – Poeta, Tradutor e Ensaísta Brasileiro



Grato pelo seu livro Os Cílios Maternos. A sua poesia aparece agora mais depurada e há versos emblemáticos e lindíssimos. Toco este com as mãos: De carícia em carícia o tronco original. Um belo livro.

Casimiro de Brito – Poeta, Escritor e Ensaísta. Presidente do PEN C.P.



Gracias por tu poesia, por la intensidade y los símbolos tan ricos que contiene. As veces, unos pocos versos, um poema breve, como los tuyos, revelan sin más al poeta verdadero. Me acompañarán en los próximos dias.

Antonio Colinas – Poeta, Tradutor e Ensaísta Espanhol.



Recebi e li este belo livro que me enviou. Uma poesia de absoluta qualidade. Há um grande salto dos primeiros poemas até este novo livro. Encantou-me. Um abraço poético.

Álvaro Alves de Faria – Poeta, Escritor e Ensaísta Brasileiro.



Agradeço-lhe muito o envio de Os Cílios Maternos. Estou a lê-lo com o maior interesse e não quero deixar de o felicitar pela interessante poesia que escreveu.

Fernando Guimarães – Poeta e Ensaísta Português.



Constituíram uma agradável surpresa estes Os Cílios Maternos, que a sua generosidade me fez chegar (…) nos seus poemas há, a par de uma evidente modernidade de dicção, um recorte a que, à falta de melhor termo, eu chamaria clássico, visível na tendência para uma certa isometria e na propensão para o vocabulário selecto. Muitos parabéns.

Albano Martins – Poeta, Ensaísta e Tradutor Português



O novo livro de João Rasteiro tem como tema central a própria poesia, enquanto linguagem fundante, que se destrói e se refaz a cada tentativa de atenuar a desumanidade que espreita a criatura humana, neste nosso “tempo de penúria”.

Carlos Felipe Moisés – Poeta, Ensaísta e Tradutor Brasileiro



Apenas duas palavras para lhe agradecer Os Cílios Maternos, que li com o prazer que o texto indubitavelmente convoca. O poema, como me parece dever ser considerado o sintagma global, evoca subtilíssimas sugestões eróticas que a polissemia da palavra tanto pode remeter para os “Cílios” primordiais da Natureza fecunda (“os favos de mel da idade inicial”) como para o mais íntimo do corpo. Aliás há neste canto cósmico e polifónico a ocorrência obsessiva e funcional de elementos do corpo (“corpo é o nome atravessado”), de modo a deixar marcas imprecisas na totalidade do corpus textual. Muitos parabéns, portanto.

Manuel Simões – Poeta e Ensaísta Português



Estava ansioso por ver o teu livro (…) Estamos juntos e fiquei orgulhoso. Os Cílios Maternos é rico de imagens, com curtas reflexões, mas com distâncias e tempos de boa meditação que diria até filosófica (…) A tua ideia de corpo define-se por essências que nenhum material ou construção de gesto encontram em estojo ou regra para conter-nos em simples emoção, porque algo por ali se inaugura e abre caminho. Quem leu ficou “de carícia em caríciao tronco original”.

Fernando Lemos – Pintor, Fotógrafo e Poeta Português



Muito obrigado pelos seus cuidados (…) pelas palavras que inscreveu no seu Os Cílios Maternos (…) sendo um autor que verdadeiramente admiro. Para já, fica-me a sensação clara de que o João Rasteiro se está a libertar cada vez mais do supérfluo, inscrevendo em cada palavra um aceso foco problemático de grandes potencialidades poéticas. Torna-se às vezes um tanto difícil, como se a sua escrita se aventurasse um pouco mais de livro para livro, no túnel conceptual do nosso entendimento – porque afinal, como diz (e muito bem, e belamente), “o sonho é o sonho da ausência”. Poesia de retorno à palavra nua, incandescente, à memória transfigurada (…) Parabéns.

Nuno de Figueiredo – Poeta e Ficcionista Português



Caríssimo, livro recebido e para fruir com calma e silêncio por dentro da noite como a boa poesia exige e merece. Grande abraço e parabéns pelo teu belo Os Cílios Maternos.

Luís Carlos Patraquim – Poeta e Guionista Moçambicano



Fiz uma primeira leitura e gostei, mas farei outras, pois há dois ou três poemas em que fiquei a pensar. Mais uma vez obrigado por este livro Os Cílios Maternos e parabéns.

Eduardo Pitta – Poeta, Crítico literário e Ensaísta Português



Recebi Os Cílios Maternos, agradeço e vou ler com calma e atenção assim que um tempo o permita. Numa primeira e rápida leitura, o apetite para o ler fica alvoroçado. Parabéns pela tua poesia.

Ana Paula Tavares – Poeta, Ficcionista e Ensaísta Angolana



Estou de acordo com o autor do posfácio quando refere o ímpeto fogoso, verdadeiro magma verbal [desta poesia] (…) tem a poesia de J. R. alguma coisa a ver ou não com o surrealismo? Para mim, é óbvio que tem. Para além destes recursos de que se vale a poesia de João Rasteiro, refira-se ainda o emprego das palavras raras, tão do gosto dos simbolistas e do nosso Eugénio de Castro, em particular. Acrescente-se ainda a estes considerandos uma sinestesia: o sabor do peso de um som inicial onde se podem detectar, porventura, algumas reminiscências do Carlos de Oliveira de Micropaisagem. Cílios, palavra que figura no título acrescida do adjectivo maternos, fornecem, na opinião de Carlos Felipe Moisés, a matriz da métaphore obsédante (Mauron) (…) Cílios constitui o operador da purificação na sua qualidade de filtro e opõe-se, numa dialéctica da condição humana, ao apelo dos sentidos. O adjectivo nada mais faz do que reforçar esta acção de catarse subliminar, quer maternos se refira à mãe ou à terra ou à água, pois que é sempre uma alusão à receptiva feminilidade. (…)É um livro onde se assumem os contrários de uma forma que me parece óbvia. (…) Esta obra tem já a maturidade que o futuro afinará.

Luís Serrano – Poeta, Crítico literário e Tradutor Português