Os Dias de Pedra
-20%

7,42€
5,94€

de João Lourenço Roque

ColeçãoColeção Palavra Poema
GéneroPoesia
Ano2003
ISBN978-9-72-857549-6
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 42 páginas | 15 x 21 cm

Efetuar compra


Andam no vento as aves da manhã azul
gritos que lançam ao sobrevoar o cais
distância que as mãos agarram
nas margens de outros gritos

 

João Lourenço Roque

João Lourenço Roque nasceu, em 19 de Outubro de 1945, no lugar de Calvos,remota e quase perdida aldeia da Beira Baixa. Aldeia de pastores ecamponeses, quase à beira do rio Ocreza, afluente do Tejo.
Da terra natal (na freguesia de Sarzedas, concelho e distrito de CasteloBranco) rumou à cidade, onde decorreram e ficaram sete anos de juventude eestudos liceais.
De Castelo Branco partiu, aos 17 anos, com destino a Coimbra e ao futuro,carregado de sonhos e ilusões.
Estudou, ensina e aprende história naUniversidade.
De Coimbra a Castelo Branco, do rio Mondego ao rio Ocreza sevão tecendo e desfazendo os caminhos, as vivências e as memórias de ontem ede amanhã, na confluência de múltiplas razões e emoções.
Digressões Interiores-20%

12,72€
10,18€

comprar

Digressões Interiores

de João Lourenço Roque

Margem Inquieta-20%

6,36€
5,09€

comprar

Margem Inquieta

de João Lourenço Roque

O Eco da Voz-20%

6,36€
5,09€

comprar

O Eco da Voz

de João Lourenço Roque

Prisma Só do Olhar-20%

6,36€
5,09€

comprar

Prisma Só do Olhar

de João Lourenço Roque

Os Dias de Pedra-20%

7,42€
5,94€

comprar

Os Dias de Pedra

de João Lourenço Roque

Dor Desigual-20%

5,30€
4,24€

comprar

Dor Desigual

de João Lourenço Roque

Um olhar sobre Os Dias de Pedra de João Lourenço Roque

de: José d'Encarnação

«OS DIAS DE PEDRA»,
de João Lourenço Roque

Calvos, «remota e quase perdida aldeia de pastores e camponeses». Ali nasceu João Lourenço Roque e, aos 17 anos, em Coimbra se fixou, «carregado de sonhos e ilusões». Colheu-o sentado e pensativo (nas margens íngremes do Ocreza?) a objectiva do fotógrafo. Será que os sonhos morreram e as ilusões em «dias de pedra» se transformaram?
Dir-se-ia que não, se atentarmos no tafetá azul da capa, de largas pinceladas em movimento e finas algas a sorrir das profundezas marinhas.
Edição da Palimage (42 pág., Viseu 2003, Colecção Palavra Poema), este segundo livro de poemas de João Lourenço Roque, catedrático de História na Faculdade de Letras de Coimbra, plasma «reflexos de sol, murmúrios de água no chão das palavras». A capa bem o indica. Ternuras duma «noite de Verão / despida na madrugada»… Não há, porém, cartas de amor, não há palavras, que «mil silêncios» fecham os rostos de tanta gente (p. 9); nem as avenidas das bem cheirosas e tão acolhedoras tílias nos oferecem mais do que «sombras de clandestinas silhuetas» (p. 13). Instantes acenderam desejos, iluminaram rostos, mas... não é que o tempo parou? Na aldeia, em Castelo Branco, em Coimbra – «Inês chorada» (p. 23). Sonhos acalentados havia – sempre os houve!… – tentações à beira da estrada e, bem presente afinal, a recordação de antanho:
Era tempo de ceifar o trigo estio corado de papoilas
Pão moreno, desejos, madrigais
(p. 31).
Desdobram-se os sentimentos, em atropelo, no dia-a-dia de livros abertos-fechados, no diálogo íntimo do «tratar por tu», enigmática personagem, amante, mulher, filha, o «olhar de menino» com «voo perdido»… (p. 41).
São «de pedra» os dias. Mas da pedra se fazem esculturas, João! E até os calhaus rolados da nossa Alta, pisados sem dó, prometem eternidades!…
«Os Dias de Pedra», testemunho vivo de «ecos gelados» que o leitor, em partilha, sobejamente apreciará.

José d’Encarnação
in
Jornal de Coimbra, 31 de Dezembro de 2003, p. 10.