Problemática do Saber Histórico - 2.ª edição
-20%

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de Margarida Sobral Neto

ColeçãoColeção Raiz do Tempo
GéneroHistória
Ano2016
ISBN978-989-703-158-8
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 128 páginas | 16 x 23 cm

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Este livro configura-se como um guia destinado a orientar o trabalho académico de estudantes que iniciam um curso universitário.

A 2.ª edição, agora disponível, foi aumentada com mais conteúdos e perspetivas, alargando a análise que vinha do trabalho da edição anterior.

Frequentar um curso superior na área das Humanidades pressupõe  ter uma visão global da natureza do conhecimento produzido nessa vasta área e conhecer, de forma particular, o processo de construção do conhecimento num campo específico, no caso vertente o da História.

Ultrapassada a fase da apreensão dos conhecimentos produzidos por outros, chegou agora o tempo de entrar na “oficina” do historiador, e procurar conhecer quem são os ”artífices” da ciência histórica, como a concebem, que “ferramentas” conceptuais, metodológicas e teóricas utilizam, em que campos trabalham.

Apresentam-se ainda algumas respostas para a pergunta: Porque é que importa pensar historicamente os problemas do nosso tempo?

 

Índice

INTRODUÇÃO
1. HISTÓRIA: o conceito
2. Noções Básicas De Epistemologia Histórica
2.1. Discursos sobre a natureza do conhecimento histórico
2.1.1. O paradigma positivista
2.1.2. Paradigmas anti-positivistas
2.1.2.1. Discursos da Escola Francesa
2.1.2.2. O discurso presentista
2.1.3. Os discursos pós-modernos: o tempo das incertezas
2.1.4. Entre a objetividade “ingénua” do positivismo e o subjetivismo das conceções pós-modernas
3. A História , as ci ências sociais e as humanidades
4. O OFÍCIO DE HISTORIADOR
4.1. Marcos da construção do ofício do historiador
4.1.1. Os séculos xvii e xviii: o lançamento das bases de uma investigação cientificamente conduzida
4.1.2. A escola metódica
4.1.3. Problematização e teorização: precursores
4.1.4. O processo de renovação da História na primeira metade do século xx: a escola dos Annales
4.1.5. Por uma “História Nova”
4.1.5.1. Uma redefinição do objeto da História: “o homem todo e todos os homens”
4.1.5.2. No início: a definição de problemas e a formulação de hipóteses
4.1.5.3. O alargamento do conceito de fonte
4.1.6. Factos de repetição e metodologia serial/quantitativa
4.1.7. A metodologia comparativa
4.1.8. Uma nova conceção de tempo histórico
4.1.9. A elaboração de modelos explicativos
4.1.10. Prosopografia e estudos de redes sociais
4.1.11. A micro-história
4.1.12. Uma História à escala global. As “connected histories”
5. TENDÊNCIAS HISTORIOGRÁFICAS (1900-1970)
5.1. História económica
5.2. Demografia histórica
5.3. História social
5.4. As monografias regionais
5.5. As primeiras sínteses
6. OS ANOS SETENTA: balanços e abertura de novos campos
6.1. A história das mentalidades
6.2. Uma nova história social
6.3. História das mulheres
6.4. A nova história política
6.5. História da cultura
7. AS INCERTEZAS NO CAMPO DA HISTÓRIA NA VIRAGEM DO SÉCULO XX
7.1. A história da historiografia
8. RUMOS DA PESQUISA HISTORIOGRÁFICA ACTUAL
8.1. História Ecológica ou do Meio Ambiente
8.2. A História dos poderes, das múltiplas formas de domínio e de governação
8.3. A história das vivências religiosas e das religiões
8.4. A história da ciência
9. USOS e ABUSOS Da HISTÓRIA: a construção ideológica da memória e das identidades
9.1. História e Ideologia no Estado Novo
9.2. Comemorações e construção da memória histórica
9.3. A história contada às crianças
10. PENSAR HISTORICAMENTE: a consciência crítica do tempo
EM JEITO DE CONCLUSÃO
MANIFESTO HISTORIA A DEBATE
BIBLIOGRAFIA: Epistemologia e problematização; Fontes, Metodologia e Teoria; Historiografia

 

 

Margarida Sobral Neto

 

 Margarida Sobral Neto licenciou-se em História e doutorou-se em História Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É professora associada com agregação da mesma Faculdade.

É membro Correspondente da Academia Portuguesa da História. Integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura. Coordena o Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (CEHLR) em Penela. É consultora da Rede Proprietas; membro da Société d’ Étu­des Rurales, da Rede Portuguesa de História Ambiental e sócia fundadora da Associação de História Económica e Social. É diretora da Revista Portuguesa de História.

Tem lecionado cadeiras de licenciatura, mestrado e douto­ramento. Coordenou o mestrado em História Moderna e coordena atualmente o mestrado em Política Cultural Autárquica. Dirige a coleção Raiz do Tempo da editora Palimage.

Entre as suas publicações destacam-se os livros: Penela – Um percurso pelo tempo (Coord.). Coimbra: Palimage, 2013;  Tocha. Uma História com futuro. Coimbra: Palimage 2013; Informações Paroquiais e História Local. A diocese de Coimbra. Coimbra: Palimage, 2013 (em coautoria); D. Isabel de Portugal. Imperatriz Perfeitíssima (1503-1539). Lisboa: QUIDNOVI, 2011; O Universo da Co­munidade Rural (Época Moderna), Coimbra: Palimage/CHSC, 2010 (Prémio Laranjo Coelho da Academia Portuguesa da História); As Comunicações na Idade Moderna (Coord.), Lisboa: Fundação Portuguesa das Comunicações, 2005; Terra e Conflito. Região de Coim­bra (1700-1834), Viseu: Palimage, 1997; os capítulos de livros: “Propriedade e usos comunitários e sustentabilidade das economias camponesas (Olhares historiográficos)”. In Inês Amorim e Stefania Barca (org.), Atas do I Encon­tro Internacional de História Ambiental Lusófona, col. Cescontexto, n.º 1, março, 2013, pp. 134-144; “A crise da agricultura portuguesa no século XVII”. In Álvaro Garrido, Leonor Costa Freire e Luís Miguel Duarte (dir), Economia, Instituições e Império (estudos em Homena­gem a Joaquim Romero Magalhães. Coimbra: Almedina, 2012, p. 263-277; “Os correios na Idade Moderna”. In As Comunicações na Idade Moderna. Lisboa: Fundação Portuguesa das Comunicações, 2005. pp. 9-74. “Biens et usages communaux au Portugal (1750-1950)”. In DE­MÉLAS, Marie–Danielle; VIVIER, Nadine (dir.) – Les propriétés collectives face aux attaques libérales (1750-1914): Europe occidentale et Amérique latine. Rennes : Presses Universitaires de Rennes, 2003, pp. 175-194; «La contestation anti-seigneuriale au Portugal à l’époque moderne ». In G. Brunel et S. Brunet (ed.), Les luttes anti-seigneuriales dans l’Europe médiévale et moderne. Toulouse: Presses Universitaires du Mirail, 2009, pp.149-166; “O papel da mulher na sociedade portuguesa seiscen­tista. Contributo para o seu estudo”. In FURTADO, Júnia (org.) – Diálogos Oceânicos: Minas Gerais e as novas abordagens para uma História do Império Ultramarino Português, Belo Horizonte: UFMG, 2001, pp. 25-44 e os artigos em Revistas: “O foral manuelino de Viseu: ‘por lei e privilégio’. A força do poder local em tempos ditos de centralização”, Revista Beira Alta (Número especial co­memorativo dos quinhentos anos da outorga do foral ma­nuelino a Viseu), 2013, pp. 19-66; “Conflits entre entités seigneuriales et municipalités à propos des communaux”, Revue du Nord, 18, 2013, pp. 179-182; “O Foral Manue­lino de Porto de Mós”, Revista do Centro de História da Sociedade e da Cultura, vol. 6 (2006), pp. 155-176; “O sistema de comunicações na idade moderna e o processo de construção do “Estado moderno”. Códice. Lisboa: Fun­dação Portuguesa das Comunicações. Nº 2, ano VIII, série II (2005), pp. 34-45; “Relações de poder entre uma casa senhorial e uma comunidade rural na época Moderna: a resistência dos moradores de Arcozelo ao mosteiro de San­ta Cruz de Coimbra”. Revista Portuguesa de História, 36, vol. 2 (2002-2003), pp. 297-317; “Motins Populares na Gândara em 1778”. In Maria da Fonte – 150 anos: 1846/1996, Actas do congresso. Póvoa de Lanhoso: Câma­ra Municipal, 1996, pp. 185-194; “Introdução e expansão da cultura da batata na região de Coimbra (sécs. XVII–XIX)”. Revista Portuguesa de História, 29, (1994), pp. 55-83; “A população de Mira e a desamortização dos baldios na segunda metade do séc. XIX”. Revista Portuguesa de História, 19, (1981), pp. 15-58.

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  • População de Mira e a Desamortização dos Baldios na segunda metade do Séc. XIX.
  • Motins Populares na Gândara em 1778.
  • As estruturas agrárias. A força da tradição.
  • Regime senhorial em Ansião.
  • Introdução e expansão da cultura da batata na região de Coimbra (sécs. XVII-XIX).
  • O foral manuelino e seus problemas nos séculos XVII e XVIII.
  • Uma mulher nas malhas da justiça senhorial na Gândara do século XVII.