Rua do Arsenal
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de José Ferreira Marques

ColeçãoColeção Imagens de Hoje
GéneroRomance
Ano2007
ISBN978-972-8999-31-5
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 268 páginas | 15 x 21 cm

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Duas décadas depois da Segunda Guerra Mundial, enquanto noutros países se davam as transformações que haviam de moldar as sociedades ocidentais do final do século XX, em Portugal, a repressão abatia-se sobre os que ousavam questionar o statu quo.
Um manto de silêncio ensurdecia o país, posto de quarentena pelo isolamento externo e empobrecido por uma guerra condenada ao fracasso.

Com a beleza literária que caracteriza a sua escrita, em Rua do Arsenal, José Ferreira Marques faz-nos reviver um período complexo em que Portugal se equivocou nas encruzilhadas da História.
Nas suas páginas revivemos o tempo e reencontramos os lugares e as gentes que então viviam. São pessoas como nós, que vão ao cinema e ao futebol, e respiram o mesmo ar viciado dos transportes públicos. Com elas, partilhamos as preocupações do dia a dia, tomamos café e ganhamos o hábito de olhar à volta antes de falar.
Talvez nos revolte o fatalismo que lhes ensombra as vidas, mas, por mais negros que sejam os crepúsculos, é do amor que nascem as alvoradas que mantêm acesa a esperança dos homens.
Rua do Arsenal é uma história de amor.
 

José Ferreira Marques

José Ferreira Marques nasceu em 1943, em Vilar Torpim, uma aldeia do Distrito da Guarda. Vive em Lisboa, onde se formou em Direito.
Depois do bom acolhimento da crítica ao seu primeiro romance, Bichos do Mato, o autor brinda-nos agora com Rua do Arsenal, uma obra mais densa, de cariz urbano, que transporta o leitor para uma época conturbada do nosso passado recente, cujos ecos se repercutem nos dias de hoje.
Apelando de novo à memória, mas sem o pudor da guerra para lhe tolher a ficção, José Ferreira Marques assina um romance esplêndido, cheio de vida, que mergulha na magia do tempo, seduzindo o leitor desde a primeira linha.

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Bichos do Mato

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Crítica ao livro Rua do Arsenal

de: José do Carmo Francisco


Se o espaço deste romance é a Rua do Arsenal, o tempo é o tempo português dos anos 60 do século XX: «Aos novos, levava-os a guerra. Outros fugiam a salto para França. Os menos afoitos não resistiam ao encanto das luzes da capital.». Luís chega da sua terra a Lisboa olhando para os títulos de uma vitória do Benfica à porta de Santa Apolónia. Começa por descobrir os cafés: «juntou-se a uma tertúlia que abancava no Café Império, mistura de marialvas, amantes do fado, alguns estudantes e até forcados.» Cansado de ouvir na televisão a preto e branco «Adeus até ao meu regresso», participa na campanha eleitoral de 1969 mas acaba preso pela PIDE como se lê no bilhete entregue a Cecília: «O Luís foi preso. Deve estar em Caxias. Não me procure. PS – Consta que foi um Silveira do Técnico que o acusou.» Trata-se de Fernando António, o primeiro marido de Cecília. Ele simboliza o Portugal «velho» enquanto Luís surge como o Portugal «novo» ao lado de quem Cecília vai ouvir a célebre frase «Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas!». Entre dois mundos opostos, Cecília rejeita Fernando e corre para Luís na Rua do Arsenal, a rua onde se começaram a amar. A mesma rua onde foi assassinado o rei D. Carlos e o príncipe Luís Filipe em 1908 e mesmo ao lado da Câmara onde foi proclamada a República em 1910. Depois de Bichos do Mato com o olhar da guerra colonial este Rua do Arsenal desenha em páginas vibrantes o mundo cinzento dos escritórios, dos cafés, dos estudantes e dos polícias que povoaram a Lisboa dos anos 60. Quando os homens «enchiam os bolsos de esperança» e fugiam a salto, que o medo «não matava a fome».