Terra e Conflito. Região de Coimbra. 1700 - 1834.
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de Margarida Sobral Neto

ColeçãoColeção Raiz do Tempo
GéneroHistória
Ano1997
ISBN978-9-72-972920-1
IdiomaPortuguês
Formatobrochura | 456 páginas | 17 x 24 cm

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Uma investigação profunda sobre as raízes de uma conflitualidade rural que atravessou todo o séc. XVIII.
A contestação anti-senhorial que tinha como alvo o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Uma obra decisiva para a historiografia portuguesa contemporânea.

 

(Alguns sinais de "idade" do livro notam-se na sobrecapa).

Margarida Sobral Neto

 

 Margarida Sobral Neto licenciou-se em História e doutorou-se em História Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É professora associada com agregação da mesma Faculdade.

É membro Correspondente da Academia Portuguesa da História. Integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura. Coordena o Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (CEHLR) em Penela. É consultora da Rede Proprietas; membro da Société d’ Étu­des Rurales, da Rede Portuguesa de História Ambiental e sócia fundadora da Associação de História Económica e Social. É diretora da Revista Portuguesa de História.

Tem lecionado cadeiras de licenciatura, mestrado e douto­ramento. Coordenou o mestrado em História Moderna e coordena atualmente o mestrado em Política Cultural Autárquica. Dirige a coleção Raiz do Tempo da editora Palimage.

Entre as suas publicações destacam-se os livros: Penela – Um percurso pelo tempo (Coord.). Coimbra: Palimage, 2013;  Tocha. Uma História com futuro. Coimbra: Palimage 2013; Informações Paroquiais e História Local. A diocese de Coimbra. Coimbra: Palimage, 2013 (em coautoria); D. Isabel de Portugal. Imperatriz Perfeitíssima (1503-1539). Lisboa: QUIDNOVI, 2011; O Universo da Co­munidade Rural (Época Moderna), Coimbra: Palimage/CHSC, 2010 (Prémio Laranjo Coelho da Academia Portuguesa da História); As Comunicações na Idade Moderna (Coord.), Lisboa: Fundação Portuguesa das Comunicações, 2005; Terra e Conflito. Região de Coim­bra (1700-1834), Viseu: Palimage, 1997; os capítulos de livros: “Propriedade e usos comunitários e sustentabilidade das economias camponesas (Olhares historiográficos)”. In Inês Amorim e Stefania Barca (org.), Atas do I Encon­tro Internacional de História Ambiental Lusófona, col. Cescontexto, n.º 1, março, 2013, pp. 134-144; “A crise da agricultura portuguesa no século XVII”. In Álvaro Garrido, Leonor Costa Freire e Luís Miguel Duarte (dir), Economia, Instituições e Império (estudos em Homena­gem a Joaquim Romero Magalhães. Coimbra: Almedina, 2012, p. 263-277; “Os correios na Idade Moderna”. In As Comunicações na Idade Moderna. Lisboa: Fundação Portuguesa das Comunicações, 2005. pp. 9-74. “Biens et usages communaux au Portugal (1750-1950)”. In DE­MÉLAS, Marie–Danielle; VIVIER, Nadine (dir.) – Les propriétés collectives face aux attaques libérales (1750-1914): Europe occidentale et Amérique latine. Rennes : Presses Universitaires de Rennes, 2003, pp. 175-194; «La contestation anti-seigneuriale au Portugal à l’époque moderne ». In G. Brunel et S. Brunet (ed.), Les luttes anti-seigneuriales dans l’Europe médiévale et moderne. Toulouse: Presses Universitaires du Mirail, 2009, pp.149-166; “O papel da mulher na sociedade portuguesa seiscen­tista. Contributo para o seu estudo”. In FURTADO, Júnia (org.) – Diálogos Oceânicos: Minas Gerais e as novas abordagens para uma História do Império Ultramarino Português, Belo Horizonte: UFMG, 2001, pp. 25-44 e os artigos em Revistas: “O foral manuelino de Viseu: ‘por lei e privilégio’. A força do poder local em tempos ditos de centralização”, Revista Beira Alta (Número especial co­memorativo dos quinhentos anos da outorga do foral ma­nuelino a Viseu), 2013, pp. 19-66; “Conflits entre entités seigneuriales et municipalités à propos des communaux”, Revue du Nord, 18, 2013, pp. 179-182; “O Foral Manue­lino de Porto de Mós”, Revista do Centro de História da Sociedade e da Cultura, vol. 6 (2006), pp. 155-176; “O sistema de comunicações na idade moderna e o processo de construção do “Estado moderno”. Códice. Lisboa: Fun­dação Portuguesa das Comunicações. Nº 2, ano VIII, série II (2005), pp. 34-45; “Relações de poder entre uma casa senhorial e uma comunidade rural na época Moderna: a resistência dos moradores de Arcozelo ao mosteiro de San­ta Cruz de Coimbra”. Revista Portuguesa de História, 36, vol. 2 (2002-2003), pp. 297-317; “Motins Populares na Gândara em 1778”. In Maria da Fonte – 150 anos: 1846/1996, Actas do congresso. Póvoa de Lanhoso: Câma­ra Municipal, 1996, pp. 185-194; “Introdução e expansão da cultura da batata na região de Coimbra (sécs. XVII–XIX)”. Revista Portuguesa de História, 29, (1994), pp. 55-83; “A população de Mira e a desamortização dos baldios na segunda metade do séc. XIX”. Revista Portuguesa de História, 19, (1981), pp. 15-58.

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  • População de Mira e a Desamortização dos Baldios na segunda metade do Séc. XIX.
  • Motins Populares na Gândara em 1778.
  • As estruturas agrárias. A força da tradição.
  • Regime senhorial em Ansião.
  • Introdução e expansão da cultura da batata na região de Coimbra (sécs. XVII-XIX).
  • O foral manuelino e seus problemas nos séculos XVII e XVIII.
  • Uma mulher nas malhas da justiça senhorial na Gândara do século XVII.

Apreciação Crítica

de: In Revista História, Maio de 98, p. 85.

Esta obra constitui, com algumas alterações, a dissertação de doutoramento apresentada pela autora em Janeiro de 1992 à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, intitulada Regime Senhorial, Sociedade e Vida Agrária. O Mosteiro de Santa Cruz e a Região de Coimbra (1700-1834).
O trabalho, baseado fundamentalmente em fontes do cartório de Santa Cruz, na documentação do cabido, da Universidade de Coimbra e dos núcleos documentais das câmaras municipais de Coimbra, Montemor-o-Velho e da Figueira da Foz, é um estudo do enquadramento jurídico-institucional da agricultura e uma tentativa de surpreender a vida concreta nos campos no interior do sistema senhorial no séc. XVIII.
São assim analisados, por um lado, a tensões entre a "norma imposta pela entidade a que se destinavam os direitos senhoriais e a realidade construída por homens de diversas condições sociais que tinha na terra o seu sustento ou a sua riqueza", e, por outro lado, "o senhorio como um poder em convivência, mas também em conflito com outros poderes, nomeadamente senhorios jurisdicionais e territoriais, oligarquias concelhias e outros poderosos locais".
No primeiro capítulo, a autora descreve a organização do espaço do senhorio e os "direitos dominicais", traça as origens e a forma de aquisição dos bens do Mosteiro, apresenta a reorganização do regime territorial na Idade Moderna, e analisa a estrutura da renda senhorial.
O segundo capítulo inicia-se com o estudos dos tombos realizados no princípio do século, e os restantes capítulos são ocupados com a análise dos "conflitos entre o Mosteiro e os homens que habitavam o espaço de domínio directo desta instituição" e da "contestação anti-senhorial que se desenrolou no domínio territorial de Santa Cruz desde os alvores do século XVIII até 1834", ou seja, do "confronto que colocou de um lado as casas senhoriais, lutando pela preservação das suas fontes de receita" e "do outro os detentores do domínio útil, tentando libertar-se da pesada tributação senhorial e dos múltiplos condicionamentos ao exercício do direito de propriedade decorrentes do omnipresente domínio directo de Santa Cruz".