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Ruídos e Motins
Coleção Palavra Poema
Género Poesia
Ano 2016
ISBN 978-989-703-154-0
Idioma Português
Formato brochura | 80 páginas | 14 x 21 cm
Preço base com taxas
Preço Venda12,00 €
Descrição

Certo de que a poesia não se faz de bons sentimentos, mas com palavras, Rasteiro pode bem fazer a encenação de toda a Literatura, falando de Borges, como se metonímia fosse:

Serenamente, como se detivesse todo o tempo
do mundo e toda a luz do astro-rei
Jorge Luís Borges lavou toda a biblioteca
mergulhando os livros em água de rosas brancas,
era o tempo do expurgo,
há de certeza maneiras bem piores
de nos despirmos da inutilidade dos dias
passados em improfícuas quimeras.
*
Ah, só o livro «História Universal de la Infâmia»
Escapou ao genocídio das limpezas
Nessa nebulosa aurora de 6 de Agosto de 1945
quando Buenos Aires ainda abria a noite
pois «os poetas, como os cegos, podem ver no escuro»

Levamo-nos a sério e a ironia é essa. É que os outros (os que detestam a poesia) sabem que dementes e visionários – os poetas - são «novas estirpes de borboletas» (que palavra esta... subtil sarcasmo...) e estão entre o inferno e o céu. Como Rilke podem, se quiserem, assinar uma realidade nova. Esta não serve, diz João Rasteiro. É demasiado eloquente. Por isso a necessidade do poema: instaura o ruído. É motim.”

António Carlos Cortez
In Prefácio

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