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Revista CEPIHS 5 - Centro de Estudo e Promoção da Investigação Histórica e Social (Trás-os-Montes e Alto Douro)
Fora de Coleção - História
Género História
Ano 2015
ISSN 2182-0252
Idioma Português
Formato brochura | 496 páginas | 16 x 23 cm
Preço base com taxas
Preço Venda16,00 €
Descrição

PUBLICAÇÃO EM PARCERIA COM CEPIHS - CENTRO DE ESTUDOS E PROMOÇÃO DA INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL - (Torre de Moncorvo) EDITORIAL Este número da Revista CEPIHS fechou sob a consternação da perda da nossa colaboradora Anunciação Matos. Pintora de talento reconhecido, autora de literatura infantil, é sobretudo ao nível da ilustração que prestigia a Revista. Deixamos um profundo sentimento de pesar. O conjunto de estudos que apresentamos é consagrado ao Património. Realidade multifacetada, registou nas últimas décadas uma evolução no domínio dos conceitos epistemológicos, permitindo variadas abordagens, solicitadas por parte de uma cidadania mais participativa e atenta. As reflexões trazidas pelos autores espelham esta realidade e a preocupação em conservar e valorizar os bens patrimoniais, num diálogo com a memória, a identidade e a cultura. Provenientes de formações diversas, as opções de conteúdos abrem-se à relevância das diferentes áreas, não descurando o registo de situações de património em risco e desaparecido, ou as que incidem na protecção daquele que os avanços tecnológicos contemporâneos afetam. Neste campo, o enfoque vai para a construção da barragem hidroelétrica no Baixo Sabor. Acompanhada da submersão de milhares de hectares de vale e dos elementos que os integravam e caracterizavam, os autores que se debruçam sobre este aspeto informam da formulação de um plano de salvaguarda, que deu prioridade à produção de conhecimento. Desta zona, vem-nos o saber da técnica de construção de casebres, específica e em desuso. Edificações simples, em harmonia com a natureza e com os materiais que utilizavam, serviam de apoio ao mundo rural. A paisagem natural em interação com a componente humana, aqui presente, reclama outro valioso estudo, como o que se debruça sobre as quintas do Alto Douro Vinhateiro, unidades agrícolas emblemáticas da vitivinicultura duriense. A ameaça à possibilidade de se usufruir de património histórico é passível de gerar movimentos cívicos, como o que emergiu em torno da alienação do património hospitalar de Lisboa, que decisões estatais inconsequentes não acautelaram como tal. Este quadro é uma veemente chamada de atenção para a responsabilidade social e cooperação na defesa dos bens comuns. Dentro das novas áreas já confirmadas pela UNESCO, o património imaterial é exemplo. Dispomos de leituras que nos conduzem para muitos dos traços que o definem, nos concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães. Na mesma linha, está a defesa da língua mirandesa como língua viva. À sua continuidade, e nas palavras do autor, subjazem princípios que atuam como as leis que, na natureza, regem o ambiente e os organismos vivos. Estudos do património artístico destacam elementos religiosos de elevado valor estilístico, iconográfico e simbólico. As igrejas de Freixo de Espada à Cinta e de Moncorvo beneficiam do conhecimento e das propostas de especialistas de exceção nestas matérias, como a que concerne às tábuas do retábulo saídas da oficina de Grão Vasco. A esta vila, a Mogadouro e a Bragança, respeitam as colaborações sobre arquitetura civil, nomeadamente, solares, casas solarengas, capelas privadas e artes decorativas que lhes correspondem. Ligam-se a uma aristocracia que se projetou em momentos históricos, políticos ou sociais, locais e nacionais. A matriz histórica firma-se, ainda, em outros monumentos, como são entendidas as fontes de mergulho e das quais há belos exemplares em Mogadouro, em legados de povos que moldaram a nossa nacionalidade, como os germânicos, cujas marcas persistem, traduzidas, concretamente, na toponímia e antroponímia, e em objetos que nos falam do quotidiano ou das técnicas de produção. Detentores de significados, os últimos justificam a sua preservação em museus, como o Museu da Seda e do Território, em Freixo de Espada à Cinta, museu vivo que liga o passado ao presente, pela produção de seda in situ segundo técnicas ancestrais, e o Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior, em Torre de Moncorvo. Este, alberga um relevante acervo de faiança, de livros raros, documentos e fotografia, que o seu proprietário disponibiliza ao público em geral e à comunidade científica em particular. Aproximamo-nos, ainda no contexto museológico, das tentativas de criação do Museu de Arqueologia pelo Abade Tavares e do controverso destino do seu espólio. A esta personalidade, que desenvolveu uma ação cultural para além da região transmontana, onde foi incidente, relacionam-se outras, como Santos Júnior e o Abade de Baçal. A sua influente atividade espelha-se, nesta publicação, na troca epistolar, rica de dados multidisciplinares e afetivos, em que assentam as interessantes considerações vindas das autoras que a trataram. Inesperados pela sua temática, temos o importante contributo para a identificação do rubi, enquanto pedra preciosa na joalharia sacro profana, e o artigo que faz referência ao colecionismo, neste caso, de fármacos da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, cuja relevância patrimonial coexiste com o valor didático e científico. Este rico universo patrimonial, cuja instituição Carlos Sambade tão bem nos descreve, é introduzido por João Campos. Fruto das suas inúmeras competências e responsabilidades neste âmbito, legitimamente o problematiza entre a globalização, as diretivas internacionais, as especificidades culturais e a sua fruição. Adriano Moreira honra-nos, mais uma vez, com a sua sabedoria e Nuno Gonçalves, presidente da edilidade de Torre de Moncorvo, associa-se com a pertinente Nota de Abertura. A eles e aos autores que privilegiaram este número, agradecemos o empenho na consolidação dos propósitos da Revista. Juntamos uma palavra de reconhecimento ao CITCEM pelo apoio institucional e aos patrocinadores desta edição: Município de Torre de Moncorvo, Galerias Cordeiro e Direção Regional de Cultura do Norte. Adília Fernandes ÍNDICE dos artigos publicados ADRIANO MOREIRA Reflexão JOÃO CAMPOS Preâmbulo Sobre o ordenamento técnico-conceptual internacional para a intervenção no património histórico A nova carta das cidades histórica ADÍLIA FERNANDES Torre de Moncorvo – a criação do Museu de Arqueologia Abade Tavares. História de um projeto inacabado ADRIANO VASCO RODRIGUES A Germanização em Trás-os-Montes ANA CELESTE GLÓRIA Solares e casas nobres em Torre de Moncorvo (séculos XVII-XVIII) ANTERO NETO As fontes de mergulho no concelho de Mogadouro ANTÓNIO MONIZ PALME O solar do Barão de Palme nas brumas do passado ANTÓNIO PIMENTA DE CASTRO O Solar e a Família dos Pegados em Mogadouro ARNALDO DUARTE DA SILVA Torre de Moncorvo na rota da faiança a partir do século XVI ARNALDO DUARTE DA SILVA Livros e documentos Património de excelência de Torre de Moncorvo CARLOS SAMBADE Para erigir Património CÉLIA CABRAL, LÍGIA SALGUEIRO E JOÃO RUI PITA A colecção de fármacos vegetais da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra – A sua importância para o ensino da farmacognosia e para a investigação em história da ciência CÉLIA PILÃO, JOANA RIBEIRO E MANUEL CORREIA Lisboa, Colina de Santana – Um caso de cidadania na salvaguarda do Património CRISTIANA MADUREIRA E ELISA DIAS Traços de História, cultura e afetividade na correspondência do Abade de Baçal para Santos Júnior FILIPE PINHEIRO DE CAMPOS A Capela de Santo António do Toural em Bragança JORGE DUARTE Museu da Seda e do Território – Freixo de Espada à Cinta JOSÉ MÁRIO LEITE Lhéngua Biba JÚLIO FILIPE SEIXAS DA ROCHA Torre de Moncorvo ao encontro de tradições ancestrais LILIANA FIGUEIREDO PEREIRA A Arte do Estuque no Norte de Portugal – estuques decorativos no espaço doméstico do Douro Superior Inventário para um roteiro dos exemplares remanescentes na Vila de Torre de Moncorvo LUÍS ALEXANDRE RODRIGUES O retábulo do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo OTÍLIA LAGE E ALBANO VISEU As Quintas do Douro – Unidades estruturantes da região de origem do Vinho do Porto OTÍLIA LAGE, LEONOR FERNANDES E HELDER CARVALHO Património Cultural Imaterial – Carrazeda de Ansiães PAULO DORDIO E ALEXANDRA CERVEIRA LIMA Plano de Salvaguarda do Património do Baixo Sabor Discussão das Opções Metodológicas do Estudo do Edificado PEDRO ALVES A alvenaria de pedra seca dos casebres das encostas do vale do Baixo Sabor RAUL BERENGUEL A identificação do rubi no Património VITOR SERRÃO A propósito do Grão Vasco e do antigo retábulo da Igreja Matriz de Freixo de Espada-à-Cinta Notas de reflexão crítica e acerto autoral

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Em caso de litígio, o consumidor pode recorrer ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Distrito de Coimbra, com sítio em www.centrodearbitragemdecoimbra.com e sede em Av. Fernão Magalhães, Nº. 240, 1º, 3000-172 Coimbra
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