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Revista CEPIHS 4 - Centro de Estudo e Promoção da Investigação Histórica e Social (Trás-os-Montes e Alto Douro)
Fora de Coleção - História
Género História
Ano 2014
ISSN 2182-0252
Idioma Português
Formato brochura | 380 páginas | 16 x 23 cm
14,40 €
Descrição

Editorial Abrimos o editorial com uma expressão de pesar pela perda de Maria da Assunção Carqueja Rodrigues e Fina d´Armada, colaboradores da Revista CEPIHS que muito prestigiaram, aspeto que se insere na notável obra cultural que legaram. Estendemos o mesmo pesar a Aires Ferreira, que na presidência do município de Torre de Moncorvo sempre acolheu e acompanhou as nossas iniciativas. Este ano de 2014, Portugal (a Europa e o mundo) inicia um ciclo de come­morações do centenário da I Grande Guerra. É neste contexto que o CEPIHS decidiu dedicar esta revisa ao tema. A pluralidade de abordagens resultou numa confluência enriquecedora de saberes. Precedem a apresentação dos diferentes artigos duas reflexões sobre o con­flito, a visão geopolítica de Adriano Moreira e a filosófica de Norberto Cunha. A guerra total, industrializada e tecnificada, foi fruto de uma crise instalada pela existência de elementos anacrónicos que a sociedade europeia de 1914 conservava. Assim, a Grande Guerra pode entender-se, globalmente, como a procura desesperada de soluções operativas para um tipo de contenda impos­sível de resolver, segundo as premissas conhecidas até então. A impossibilidade de dirimi-la em poucos confrontos determinantes, como inicialmente perspe­tivaram as potências beligerantes, fez despoletar um processo que acarretaria custos dramáticos. Os limites do desafio viriam a ser estabelecidos mais pela capacidade de sofrimento dos indivíduos e resistência das sociedades, que pela eficácia das estruturas estritamente militares. Estas considerações são evoca­das por Adriano Vasco Rodrigues que nos remete, ainda, para as memórias da guerra, nomeadamente, através do testemunho de um militar. O território dos protagonistas do conflito é convocado por Fina d´Armada, Guilhermina Mota, Maria Otília Pereira Lage e Carlos Sambade. Este autor recorre, paralelamente, à literatura da época, espelhando a extensão e o impacto da conflagração sobre distintas áreas. A par das profundas mudanças económicas e sociais que qual­quer conflito arrasta, também a cultura, a arte e a ciência evidenciam estímu­los, adaptações e/ou inovação. Estas matérias são tratadas por Raul Berenguel, João Rui Pita, Ana Leonor, Maria de Fátima Nunes, Sandra Abelha, Manuel Correia e José Morgado Pereira. O artigo dos dois últimos autores centra-se em Egas Moniz, o cientista e, também, o político que nos conduziu à Confe­rência de Paz de Paris. A entrada de Portugal na I Guerra Mundial, foi condicionada pela neces­sidade de defesa de Angola e Moçambique, pela velha aliança com o Reino Unido, pela vontade de afirmação nacional e internacional da jovem República e a conveniência de que o país não ficasse alheado do quadro internacional do pós-guerra. Ocupam-se destas questões Aniceto Afonso e Fernando Carvalho. Este autor analisa material arquivístico inédito, isto é, quatro manuscritos do Abade de Baçal nos quais denuncia a perceção dessa integração, logo no defla­grar da contenda. A imprensa diária e não diária oferece-se como outra fonte de memória. A guerra foi, aqui, assunto quotidiana e detalhadamente mediati­zado, dando disso testemunho César Urbino Rodrigues, José Luís Lima Garcia e Odete Paiva, que trabalham os jornais dos distritos da Guarda e de Bragança. A revista dá a conhecer uma lista, não definitiva, dos combatentes do con­celho de Torre de Moncorvo que estiveram nas frentes de batalha. Contribu­tos posteriores podem complementar esta informação. A recolha deve-se a Adília Fernandes, Carina Thibieroz e Carlos Branco. Este volume é encerrado com um valioso conjunto de fotografias da Grande Guerra, procedentes da Casa Benoliel e do Ministério da Guerra Francês, gentilmente facultadas pelo Dr. Lima Garcia, seu proprietário. O dossier é introduzido pelos textos do Dr. Joshua Benoliel Ruah, neto do fotoornalista Joshua Benoliel, e do Coman­dante François Escarras, adido militar da Embaixada da França. Por fim, uma palavra de agradecimento a todos quantos tornaram possível esta edição. Dirige-se aos autores, ao editor, Dr. Jorge Fragoso e ao nosso co­laborador, Dr. Bruno Maurício, à Arq. Isabel Caldeira e, nas pessoas dos seus representantes, às Galerias Cordeiro, à Direção Regional de Cultura do Norte e ao Município de Torre de Moncorvo. Permitam-nos destacar a especial par­ticipação do Senhor Professor Adriano Moreira, patrono do CEPIHS – Centro de Estudos e Promoção da Investigação Histórica e Social. Adília Fernandes

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